O Ministério da Saúde decidiu manter confidencializado o valor do contrato para a compra de 73 milhões de testes rápidos de Covid-19, que serão fornecidos ao longo de dois anos. O acordo envolve kits de detecção do Coronavírus por amostra nasal ou nasofaríngea, com previsão de entrega dos primeiros lotes — cada um contendo 6,1 milhões de unidades — em 30 e 60 dias após a assinatura.
Segundo o estudo técnico que embasou a licitação, a estimativa de preço foi mantida em sigilo para “resguardar o caráter competitivo do certame, prevenindo a formação artificial de preços e garantindo a proposta mais vantajosa para a Administração Pública”.
A quantidade contratada foi calculada com base na média anual de distribuição de testes rápidos em 2023 e 2024, que foi de 30,1 milhões de unidades, somada à média anual de notificações de síndromes virais, de 30,7 milhões de casos. A partir desses números, chegou-se a um total de 60,8 milhões, dividido por dois para estimar a necessidade anual. Sobre essa projeção, o Ministério acrescentou uma margem de segurança de 20%, resultando em uma estimativa anual de 36,4 milhões de testes.
Com isso, o volume necessário para abastecimento por 24 meses foi calculado em 72,9 milhões de unidades, número arredondado para 73 milhões de testes rápidos de antígeno.
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