O estado de São Paulo registrou 102 casos de intoxicação por metanol até o momento, segundo balanço mais recente da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Desses, 11 casos estão confirmados como intoxicação por bebida adulterada com metanol, enquanto 91 permanecem em investigação.
Quanto às mortes, o governo estadual confirmou um óbito na capital paulista e investiga outros oito casos — sendo cinco na capital, dois em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e um no município de Cajuru, no interior. Outros 15 casos foram descartados.
Em resposta ao surto, dez estabelecimentos foram interditados cautelarmente pelas vigilâncias sanitárias estadual e municipais, por suspeita de comercialização de bebidas adulteradas. As interdições ocorreram em bairros da capital — como Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca e M’Boi Mirim — e em cidades da Grande São Paulo, como Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri.
No combate às intoxicações, o governo paulista anunciou a compra de 2.000 novas ampolas de álcool etílico, insumo usado no tratamento de vítimas de envenenamento por metanol. Essas doses serão distribuídas entre centros de referência estaduais.
Para agilizar os diagnósticos, foi adotado um novo protocolo que permite que testes em sangue e urina sejam concluídos em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) da USP-Ribeirão Preto.
Comentários: