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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

Economia

Mercado financeiro reduz previsão da inflação oficial para 4,43% em 2025

Estimativa para o IPCA, considerado a inflação oficial, cai pela terceira semana seguida, enquanto a projeção para o PIB se mantém em 2,16% neste ano.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Mercado financeiro reduz previsão da inflação oficial para 4,43% em 2025
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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, registrou nova queda. A estimativa para este ano de 2025 passou de 4,45% para 4,43%. A projeção foi divulgada no boletim Focus, publicado nesta segunda-feira, 1º de dezembro, pelo Banco Central (BC).

A previsão para a inflação oficial recua pela terceira semana seguida. Para 2026, a projeção variou de 4,18% para 4,17%. As estimativas para os anos de 2027 e 2028 se mantiveram em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Inflação abaixo de 5% e meta do BC

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Com a recente redução, a estimativa para o IPCA alcançou o intervalo superior da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que coloca o teto em 4,5%.

A queda no preço da conta de luz foi o principal fator que puxou o IPCA para baixo. O índice fechou outubro em 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia ficado em 0,48%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,68%. É a primeira vez em oito meses que o patamar fica abaixo da marca de 5%. No entanto, o valor ainda se mantém acima do teto da meta definido pelo CMN.

Juros básicos e Selic

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. A taxa está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

O recuo da inflação e a desaceleração da atividade econômica levaram o Copom a manter a Selic pela terceira vez seguida na última reunião. O colegiado informou que o ambiente externo permanece incerto, principalmente devido à política econômica dos Estados Unidos.

A autarquia destacou que, no Brasil, a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da economia. Isso indica que os juros devem continuar altos por um período. Os analistas de mercado preveem que a taxa Selic encerre 2025 em 15% ao ano. Para 2026, a expectativa é de queda para 12% anuais.

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