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Domingo, 19 de Abril de 2026

Justiça

Menina de 10 anos morre após quatro meses internada sem medicação em Porto Velho

Caso revela abandono do Estado e coloca em xeque a saúde pública em Rondônia

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Por Capital Rondônia
Menina de 10 anos morre após quatro meses internada sem medicação em Porto Velho
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Uma trágica história chocou Porto Velho e colocou em evidência o caos na saúde pública estadual. Uma menina de 10 anos , portadora de diabetes, morreu após passar quatro meses internada no Hospital Cosme Damião, na capital de Rondônia, sem receber o medicamento essencial para sua sobrevida .

A criança utilizava o remédio desde os três anos de idade e fazia uso contínuo sob orientação médica. No entanto, o fornecimento foi cortado repentinamente pelo Estado , sem nenhuma explicação oficial. Sem acesso ao tratamento, a menina teve uma piora clínica grave e precisou ser internada — onde permaneceu por meses à espera da medicação que nunca chegou.

Segundo a direção do hospital, o remédio foi solicitado formalmente à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau/RO) , mas não houve aquisição por parte do governo , resultando em um quadro clínico irreversível. De acordo com o atestado de óbito e relatos dos familiares, a criança faleceu em decorrência de choque séptico e sepse grave , agravados pela falta de tratamento adequado.

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Os familiares relatam ainda possível negligência médica durante a internação. A paciente teria sido submetida a quatro procedimentos de acesso central , todos sem sucesso. A cirurgiã pediátrica responsável teria visitado a criança apenas duas vezes — e somente após insistência da mãe. O acompanhamento mínimo contrasta com a gravidade do caso.

Além da dor da perda, a mãe enfrenta um novo drama: não tem condições financeiras de arcar com as despesas do sepultamento , estimadas em R$ 2.400 . Ela está recebendo ajuda voluntária por meio de PIX, e toda colaboração é bem-vinda neste momento difícil.

O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Rondônia . A família afirma possuir fotos, vídeos e o prontuário completo como provas do descaso sofrido durante todo o período de internação.

“Estamos morrendo à míngua”, desabafa a mãe, em um apelo emocionado que ecoa a indignação de quem vive diariamente a realidade esquecida da saúde pública rondoniense.

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