Responsáveis pelo escoamento das águas da chuva e pela manutenção do equilíbrio ambiental nas áreas urbanas, os canais de Porto Velho passam por ações contínuas de desobstrução e manutenção. A mais recente ocorreu no Canal dos Tanques, que possui 12,02 quilômetros de extensão.
Os serviços levaram cerca de uma semana e mobilizaram 25 trabalhadores da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). O resultado foi a retirada de 27,35 toneladas de resíduos descartados irregularmente no local, volume equivalente a cinco viagens de caminhão.
A intervenção reduz o risco de transbordamentos, melhora o fluxo da água e contribui para a preservação dos cursos d'água que atravessam a cidade. Além da função na drenagem urbana, esses ambientes servem de abrigo para diferentes espécies e ajudam a manter as condições ambientais das áreas próximas.
Segundo o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a remoção do lixo permite que os canais cumpram sua função e evita problemas que afetam diretamente a população.
"Grande parte do material retirado desses locais não deveria estar ali. Encontramos móveis, pneus, garrafas, sacolas e diversos outros resíduos descartados de forma irregular. Quando o canal fica obstruído, a água perde capacidade de escoamento, aumenta o risco de alagamentos e todo o sistema de drenagem da cidade é prejudicado", explicou Marini.
O gestor e geólogo disse que os resultados desse trabalho já podem ser observados em outras áreas do município. Um exemplo é o Igarapé do Botinha, onde ações sucessivas contribuíram para a redução do lixo acumulado e para o retorno de espécies como peixes, cutias e preás nas proximidades da nascente.
"Quando retiramos os resíduos e mantemos esses espaços conservados, o ambiente responde. O reaparecimento de animais demonstra a importância da preservação dos canais e igarapés para a recuperação dos ecossistemas urbanos".
O prefeito Léo Moraes lembra que a manutenção dos canais integra as medidas de preparação da cidade para o inverno amazônico e depende também da participação da população.
"Estamos atuando antes da chegada das chuvas mais intensas porque sabemos os impactos que a obstrução pode causar. Mas esse é um esforço que precisa da colaboração de todos. Quando o lixo recebe a destinação correta, os canais permanecem livres, a água segue seu curso e os riscos para a população diminuem", disse o prefeito.
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