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Sabado, 18 de Abril de 2026

Economia

Idosos atingem nível recorde de ocupação com 8,3 milhões de trabalhadores

Dos 34,1 milhões de idosos no país, um em cada quatro estava trabalhando em 2024; a Reforma da Previdência é citada como um dos fatores para o aumento da ocupação.

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Por Capital Rondônia
Idosos atingem nível recorde de ocupação com 8,3 milhões de trabalhadores
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Cerca de 8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam trabalhando no Brasil em 2024. Este contingente levou o nível de ocupação desse grupo etário ao seu recorde histórico desde 2012, quando o levantamento do IBGE começou.

 
 

Dos 34,1 milhões de idosos, um em cada quatro (24,4%) estava ocupado no ano passado. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2025, em Brasília.

Fatores do aumento da ocupação

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O nível de ocupação de idosos tem crescido anualmente desde 2020, quando era de 19,8%.

A analista do IBGE, Denise Guichard Freire, apontou que a Reforma da Previdência, promulgada em 2019, é uma das explicações para o ganho de ocupação. “Certamente a reforma da previdência é um dos fatores que levam as pessoas a ter que trabalhar mais tempo”, afirmou.

A taxa de desocupação (desemprego) dessa população foi de 2,9% em 2024, a menor da série histórica. Para efeito de comparação, a taxa de desemprego total da população era de 6,6% no ano passado.

No grupo de 60 a 69 anos, 34,2% estavam ocupados. Já na faixa de 70 anos ou mais, a ocupação era de 16,7%.

Trabalho por conta própria em destaque

O estudo aponta que mais da metade dos idosos ocupados (51,1%) trabalhava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%).

Na população ocupada como um todo, trabalhadores por conta própria e empregadores somam apenas 29,5% dos trabalhadores. Entre os idosos, apenas 17% tinham a forma de atuação mais comum do país: empregado com carteira assinada.

Rendimento superior, mas menor formalização

O IBGE identificou que os idosos receberam R$ 3.561 mensais, em média, um valor que superou o rendimento do conjunto da população com 14 anos ou mais de idade (R$ 3.108). Os idosos ganharam 14,6% mais.

Entretanto, as pessoas com 60 anos ou mais ficam em desvantagem na formalização do trabalho. A taxa de formalidade do país era de 59,4% dos ocupados, mas entre os idosos, era de apenas 44,3%.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada, e os trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social.

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