Douglas Alves de Souza, de 26 anos, que atropelou e arrastou a ex Tainara Souza Silva, 31, está com um ferimento aberto no braço desde que foi baleado por policiais civis em 30 de novembro, quando foi preso por tentativa de feminicídio. A informação foi divulgada ao Metrópoles pelo advogado dele, Marcos Tavares Leal.
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1 de 5Tainara Souza Santos
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4 de 5De acordo com amigos e familiares, o rapaz que dirigia o carro era Douglas Alves da Silva, ex de Tainara
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5 de 5Douglas Alves da Silva chegando a delegacia após audiência de custódia
Reprodução/TV BandeirantesSegundo o defensor, Douglas ainda não recebeu nenhum tipo de atendimento médico. Ele está detido na carceragem do 26º Distrito Policial (Sacomã), na zona sul de São Paulo.
“Está na carceragem com o ferimento aberto. [A bala] transfixou o braço direito dele. Tá todo arrebentado. A audiência de custódia foi na segunda-feira [1º/12]. Então, estão fazendo sete dias da audiência de custódia, dez dias do tiro, e ele não teve atendimento médico até o momento. Tá num ambiente altamente insalubre”, afirmou o advogado.Leal reforçou que a defesa de seu cliente “não é questão de vitimismo” ou de “passar a mão na cabeça de bandido”, como muitos dizem. “É uma questão humanitária. Ou o Estado cuida do detento, ou acabamos com o sistema democrático de direito e a Lei de Talião, do olho por olho dente por dente, vai prevalecer”, disse à reportagem.
“Minha função hoje é preservar a integridade física dele”, acrescentou o advogado. “Ninguém concorda com a atitude do Douglas, mas permitir mais violência não ajuda a sociedade”.
Em audiência de custódia, Douglas afirmou que foi vítima de agressões e possível tortura praticada por policiais civis no momento da prisão. Segundo o boletim de ocorrência que registrou a captura, o rapaz tentou subtrair a arma de um investigador, que reagiu atirando.
A juíza Paula Marie Konno, da 2ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, solicitou ao delegado titular do 26º DP informações atualizadas sobre o estado de saúde de Douglas, além de eventuais atendimentos médicos e a utilização de medicamentos.
O requerimento, feito na última sexta-feira (5/12), tem prazo de 10 dias e ainda não foi respondido pela autoridade policial.
O Metrópoles questionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre as informações divulgadas pelo advogado, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
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Tainara está estável, diz amiga
Tainara foi atropelada e arrastada por mais de 1 km por Douglas na manhã de 29 de novembro, na Marginal Tietê, zona norte de São Paulo. A agressão teria sido motivada por ciúmes, pois ele não teria aceitado o fim do relacionamento. Ao advogado, o preso nega ter tido qualquer relação amorosa com a vítima.
Ela sofreu lesões severas e precisou amputar as duas pernas no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde estava internada até ser transferida ao Hospital das Clínicas na última sexta (5/12). Desde então, a vítima de tentativa de feminicídio passou por diversas cirurgias e precisou do suporte de aparelhos para respirar.
Nesta segunda-feira (8/12), uma amiga de Tainara disse ao Metrópoles que ela está estável e que passaria por um novo procedimento cirúrgico. “Que seja a última, chega, pelo amor de Deus”, disse.
Tainara é mãe de dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 8, e mora sozinha com eles.
Homem atropela e arrasta ex
Câmeras de segurança flagraram o momento em que Tainara é atropelada e arrastada por Douglas. Nas imagens, é possível ver que ela andava acompanhada de outro rapaz quando foi atingida por um carro preto. A cena é forte.
O atropelamento aconteceu momentos depois de uma discussão entre o suspeito, a mulher e um homem que a acompanhava em um bar na região. Um amigo que estava dentro do carro no momento da colisão, identificado como Kauan Silva Bezerra, contou que foi ao bar com o suspeito e lá acabaram encontraram Tainara conversando com um rapaz.
Douglas, então, teria ficado “enfurecido” e iniciado uma discussão. Kauan então chamou o amigo para ir embora, mas ao entrar no carro, Douglas deu uma volta contornado o Rio Tietê e atropelou a vítima.
Kauan ainda afirmou em depoimento à polícia que o agressor e a vítima haviam terminado o relacionamento pouco tempo antes do crime. Tal argumento contraria a versão de Douglas, que chegou a dizer que desconhecia Tainara.
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