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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

Policial

Funcionária da Prefeitura de Guarujá denuncia secretário municipal por assédio sexual

Uma funcionária da Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, denunciou o secretário municipal de Comunicação, Paulo Henrique Siqueira, por assédio sexual.

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Por Capital Rondônia
Funcionária da Prefeitura de Guarujá denuncia secretário municipal por assédio sexual
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Uma funcionária da Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, denunciou o secretário municipal de Comunicação, Paulo Henrique Siqueira, por assédio sexual. O relato foi formalizado inicialmente na Ouvidoria-Geral do município e, posteriormente, registrado na Polícia Civil.

A denunciante, de 26 anos, afirma ter sido alvo de comentários de cunho sexual, tentativas de beijo e constrangimentos recorrentes dentro da repartição pública, no Paço Moacir dos Santos Filho. Segundo o depoimento, os episódios teriam ocorrido após ela passar a trabalhar diretamente com o titular da pasta.

De acordo com a manifestação apresentada à Ouvidoria — obtida pela reportagem — a servidora ingressou na Secretaria de Comunicação Social em março deste ano, inicialmente exercendo funções administrativas sob a supervisão do gerente da área. Entre abril e junho, foi convidada a atuar como secretária do então titular da pasta. Pouco tempo depois, o secretário foi exonerado e o então adjunto, Paulo Henrique Siqueira, assumiu o comando da secretaria.

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No depoimento, a funcionária relata que cerca de um mês após iniciar o trabalho direto com o novo secretário, começaram os episódios de assédio. Entre as situações descritas estão pedidos insistentes de cumprimento com beijo no rosto, com tentativas de beijo na boca ao girar a cabeça, sempre dentro do gabinete do secretário.

A vítima afirma que manifestou desconforto de forma clara. “Falei que ali eu era funcionária, estava para trabalhar, que não gostava desse tipo de brincadeira e que era para ele me respeitar”, relatou à Ouvidoria. Segundo ela, embora o secretário tenha respondido que “tudo bem”, as condutas não cessaram. Os comentários e insinuações teriam continuado, inclusive na presença de outras pessoas.

O caso foi registrado oficialmente na Delegacia de Guarujá no último dia 22, e segue sob apuração. Procurada, a Prefeitura de Guarujá não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações do poder público e do citado.

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