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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Estudo aponta que 43% das mortes por câncer no Brasil são evitáveis

Pesquisa publicada na revista The Lancet revela que mais de 109 mil óbitos anuais no país poderiam ser impedidos com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

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Por Capital Rondônia
Estudo aponta que 43% das mortes por câncer no Brasil são evitáveis
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Um estudo internacional detalhou que 43,2% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas. A pesquisa, que integra a edição de março da renomada revista científica The Lancet, estima que, das 253,2 mil mortes previstas em cinco anos para diagnósticos feitos em 2022, 109,4 mil seriam contornáveis.

Os pesquisadores da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc) dividem esses óbitos em dois pilares principais. Cerca de 65,2 mil mortes são classificadas como preveníveis, enquanto outras 44,2 mil poderiam ser evitadas se houvesse diagnóstico precoce e acesso adequado ao tratamento curativo.

O levantamento global, que analisou 185 países, destaca cinco fatores de risco fundamentais para a prevenção primária. Entre eles estão o uso de tabaco, o consumo de álcool, o excesso de peso, a exposição à radiação ultravioleta e infecções persistentes, como o vírus HPV e a hepatite.

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As disparidades entre as nações são acentuadas pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Enquanto países como a Suécia apresentam apenas 28,1% de mortes evitáveis, nações africanas como Serra Leoa chegam a 72,8%, evidenciando a falta de infraestrutura de saúde e políticas de rastreio.

No Brasil, o câncer de colo de útero aparece como um dos principais alvos para redução de mortalidade, uma vez que é prevenível por vacinação e tratável se detectado cedo. Em países de IDH muito alto, esse tipo de câncer já não figura entre as cinco principais causas de mortes evitáveis.

Para combater esses índices, os autores sugerem políticas públicas mais rígidas, como o aumento de impostos sobre tabaco e álcool, além de regulação na publicidade de alimentos ultraprocessados. A meta da OMS é que 60% dos cânceres de mama sejam diagnosticados nos estágios iniciais.

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) mantêm campanhas regulares para incentivar o diagnóstico tempestivo. Especialistas reforçam que o fortalecimento do acesso ao tratamento no SUS é crucial para reduzir as desigualdades apontadas pelo estudo internacional.

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FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - 20
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