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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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Estátua de Hércules é descoberta em Ibiza após 1.700 anos durante obra no centro da cidade

Escultura de madeira do século III d.C., encontrada por construtores, surpreende arqueólogos pela preservação incomum em área que abrigará apartamentos sociais.

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Por Capital Rondônia
Estátua de Hércules é descoberta em Ibiza após 1.700 anos durante obra no centro da cidade
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Uma estátua de Hércules enterrada há cerca de 1.700 anos foi descoberta por trabalhadores que atuavam em uma obra no centro de Ibiza, na Espanha. A peça, feita em madeira e atribuída ao herói da mitologia grega, surgiu durante a escavação de uma área destinada à construção de 60 apartamentos sociais, que exigia abertura de dois subsolos e profundidade de até sete metros.

O achado chamou atenção pela conservação excepcional, algo extremamente raro em esculturas de madeira tão antigas. Segundo especialistas, o ambiente subterrâneo manteve condições estáveis de umidade, temperatura e quase ausência de oxigênio — fatores decisivos para preservar detalhes que costumam desaparecer ao longo dos séculos.

Escultura preservada

A peça foi localizada a cerca de dois metros da superfície, em uma área onde o lençol freático chega a pouco mais de um metro. A arqueóloga Glenda Graziani, que coordena a intervenção ao lado de Juan José Marí Casanova, explicou que o local criou um “microclima perfeito” para a preservação.

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A escultura, datada do século III d.C., possui quase 30 centímetros e estava acompanhada de outros materiais raros de se conservar por tanto tempo: uma sola de couro, fragmentos de madeira, sementes, figos e até uma romã esmagada, todos surpreendentemente intactos.

Os arqueólogos acreditam que o local corresponde a uma antiga área residencial da época romana.

Peça em análise

A estátua de Hércules foi encaminhada para o laboratório do Museu Arqueológico de Eivissa e Formentera (MAEF), onde passa por limpeza e estabilização. O processo é delicado, já que a madeira permaneceu submersa e precisa de tratamento gradual para evitar rachaduras ou deformações.

Os pesquisadores também analisam os demais materiais encontrados no entorno, o que pode ajudar a reconstruir hábitos, alimentação e aspectos da vida cotidiana da população que viveu na região há quase dois milênios.

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