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Terça-feira, 28 de Abril de 2026

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Entidades israelense e palestina no Brasil comentam acordo de cessar-fogo

Fisesp celebra libertação de reféns, enquanto Fepal destaca que cessar-fogo deve ser garantido por força de paz internacional para evitar a continuidade da ocupação.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Entidades israelense e palestina no Brasil comentam acordo de cessar-fogo
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As entidades que representam as comunidades israelense e palestina no Brasil manifestaram-se nesta segunda-feira (13) sobre os avanços na implementação do plano de paz na Faixa de Gaza. O movimento ocorre após a concretização da tão esperada troca de reféns e prisioneiros entre Israel e o grupo Hamas.

Celebração pela comunidade israelita

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) celebrou com emoção a libertação dos reféns israelenses, que foram sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A movimentação iniciada na manhã de hoje resultou na soltura de 20 reféns sobreviventes, o que, segundo a entidade, completou a libertação de todos os reféns vivos.

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Em nota, a Fisesp expressou “profunda emoção e imenso alívio” com o retorno dos reféns para casa, após 738 dias de angústia. O comunicado destacou o momento como “um marco de humanidade em meio a um longo período de sofrimento” e manifestou o desejo de que este seja um “novo capítulo de reconstrução, diálogo e esperança”.

Críticas e garantias do lado palestino

O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, enfatizou a urgência de a população palestina parar de ser exterminada. Ele classificou o cessar-fogo como o “primeiro momento para qualquer discussão, para qualquer saída futura e duradoura”.

Rabah ressaltou a necessidade de garantir a segurança futura do povo palestino, já que, segundo ele, 92% das residências em Gaza foram destruídas. O líder da Fepal manifestou-se de forma crítica, destacando que é essencial a presença de uma força de paz internacional bélica para garantir a segurança.

“É necessário ter uma força de paz internacional bélica que garanta a segurança do povo palestino. Sem isso, não teremos garantia de que, após uma mera troca de prisioneiros, não haja um novo bloqueio de Gaza, que continue a ocupação da Faixa de Gaza, que continue a ocupação da Cisjordânia.”

Rabah concluiu que a troca de prisioneiros é “ínfima” e que todo o restante do contexto precisa ser discutido para evitar que o acordo se torne “apenas mais um cessar-fogo”.

Cúpula internacional no Egito

Após a troca de reféns e prisioneiros, uma cúpula com a presença de mais de 20 líderes mundiais ocorre nesta segunda-feira em Sharm el-Sheikh, no Egito. O objetivo do encontro é avaliar o plano de paz que foi proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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