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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026

Justiça

Empresário de Rondônia vira réu por transportar 103 kg de ouro ilegal avaliados em R$ 61 milhões

A Justiça Federal aceitou denúncia contra Bruno Mendes de Jesus, de 30 anos, preso em flagrante com a maior carga de ouro ilegal já registrada no país.

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Por Capital Rondônia
Empresário de Rondônia vira réu por transportar 103 kg de ouro ilegal avaliados em R$ 61 milhões
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O empresário rondoniense Bruno Mendes de Jesus, de 30 anos, virou réu e vai responder na Justiça Federal pelos crimes de usurpação de bem da União, lavagem de dinheiro e associação criminosa, após ser flagrado transportando 103 quilos de ouro ilegal, avaliados em mais de R$ 61 milhões. A apreensão, realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Boa Vista (RR), é considerada a maior já registrada no país.

A denúncia foi aceita pela Justiça após o Ministério Público Federal (MPF) comprovar que o metal precioso estava escondido dentro do veículo dirigido por Bruno, uma caminhonete Hilux 2024, onde também estavam sua esposa e o filho do casal, um bebê de nove meses. As barras foram encontradas em compartimentos ocultos no painel e em outras partes do carro, durante abordagem na BR-401, na ponte dos Macuxis.

Segundo o MPF, há fortes indícios de que o ouro tenha sido extraído de garimpos ilegais situados em áreas de proteção ambiental e terras indígenas da Amazônia. O órgão afirmou ainda que outros envolvidos no transporte e comercialização da carga devem ser investigados, podendo responder pelos mesmos crimes.

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O caso é conduzido pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado em crimes ambientais e mineração ilegal, em parceria com o GAECO Ambiental, grupo de combate ao crime organizado.

Prisão e investigação

Durante a abordagem, os policiais identificaram inconsistências na documentação apresentada pelo empresário, o que levou à busca minuciosa no veículo. Ao ser encaminhado à Polícia Federal, Bruno permaneceu em silêncio e alegou trabalhar com construção civil e “grandes obras”. Ele também afirmou que estava indo de Manaus a Boa Vista para fiscalizar uma construção, mas não soube informar o endereço.

A defesa de Bruno alegou, em nota, que o empresário é um “trabalhador que atua no setor mineral e busca apenas sua subsistência”, e que muitas atividades do ramo ainda vivem “em zonas de tensão regulatória”.

Em 13 de agosto, o desembargador Marcus Vinicius Reis Bastos negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa, mantendo Bruno preso na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista.

A investigação segue sob sigilo e deve aprofundar a origem do ouro e o envolvimento de outros empresários e operadores logísticos no esquema.

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