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Enquanto defende a seleção brasileira, Endrick espera por maior sequência no Real Madrid ao fim da Data Fifa. Com apenas 10 minutos em campo nos primeiros oito jogos dos Merengues na temporada, o atacante enfrenta forte concorrência de Kylian Mbappé e Carlos Espí. Em entrevista ao jornal “Marca”, Sávio avaliou a passagem discreta da joia ex-Palmeiras pelo Santiago Bernabéu até aqui.
O ex-meia-atacante brilhou pelo Flamengo entre 1992 e 1997, tanto que foi a maior venda da história rubro-negra até então quando se juntou ao Real Madrid aos 23 anos. Em cinco temporadas, participou ativamente de diversas conquistas, incluindo uma LaLiga e três Champions League. Com esse histórico, Sávio pediu mais “paciência” com Endrick, que tem 19 anos e ainda não atingiu seu ápice de desenvolvimento.
— No Brasil, ele era um garoto muito talentoso. No Palmeiras, fez coisas muito jovem que me chamaram a atenção. Mas, claro, ele está vindo para um time diferente, um time muito grande aqui (na Espanha), com muita pressão, e ele é jovem. Temos que ser muito pacientes — começou o ex-jogador de 52 anos.
— Acho que ele tem muito talento inexplorado e espero que ele brilhe em Madrid porque o conheço, tem um potencial enorme — concluiu Sávio.
Sávio usa próprio exemplo para não classificar trajetória de Endrick no Real Madrid como fracassada
O camisa 9 já atraía atenção no futebol brasileiro desde as categorias de base, tanto que seu impacto precoce convenceu o Real Madrid a contratá-lo em dezembro de 2022 em um negócio de até 72 milhões de euros (cerca de R$ 409 milhões à época). Naquele momento, Endrick tinha 16 anos e apenas sete jogos entre os profissionais, além de três gols marcados.
Como só poderia se transferir para os Merengues ao atingir a maioridade, em julho de 2024, o atacante seguiu no Verdão e cresceu na hierarquia de Abel Ferreira, sendo peça fundamental do título brasileiro de 2023. Ao todo, fez 82 partidas, balançou as redes 21 vezes e deu três assistências. Entretanto, em sua terceira temporada pelo Real Madrid, o brasileiro tem sofrido com a falta de espaço.
Sob o comando de Carlo Ancelotti e Xabi Alonso, Endrick entrou em campo em 40 jogos dos Merengues e marcou sete gols. Entretanto, ao esmiuçar esses números, o camisa 9 disputou 997 minutos — ou seja, pouco mais de 10 partidas completas. Não à toa, no primeiro semestre deste ano, se destacou no Lyon por empréstimo justamente por ter mais oportunidades.
Endrick pelo Lyon
- 23 jogos — 19 como titular;
- 8 gols;
- 8 assistências;
- 1631 minutos em campo — média de 70 por partida
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Embora reconheça que o futebol mudou desde os anos 1990, o ex-meia-atacante relembra que, antes de jogar pelo Real Madrid, acumulou mais de 250 jogos no currículo. Mesmo jovem, Sávio sabia lidar com a pressão de defender as cores dos Merengues, o que entende ser muito mais difícil no contexto atual, principalmente para àqueles que são contratados assim que completam 18 anos.
— Joguei três anos com o Romário. Não cheguei de cabeça fria. Claro, era um time diferente, um país diferente e um estilo de futebol em que tive que adaptar um pouco a minha abordagem. Não o meu estilo de jogo, mas o aspecto tático. Mas eu já tinha mais experiência — argumenta o ex-Flamengo.
— Agora chegam com 18 anos e é preciso ter paciência. É um processo. Acho que esse processo está chegando ao ponto em que eles podem dar um passo à frente e mostrar seu verdadeiro potencial — finalizou Sávio.