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Domingo, 27 de Setembro 2026
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Casamento de filho de Moraes tem rua fechada e atrito com empresário

A segurança do local, em São Paulo, foi coordenada pela Polícia Judicial, órgão de força de segurança interna do Poder Judiciário

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Casamento de filho de Moraes tem rua fechada e atrito com empresário
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A cerimônia de casamento do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, foi realizada neste sábado (26.set.2026), na Casa Fasano, em São Paulo. O nome da noiva é Thaís. Não há informação sobre seu sobrenome.

O local teve o acesso restringido por um esquema de segurança reforçado, que deixou praticamente inacessível a área próxima ao espaço para quem não estava entre os convidados. A casa de festas fica na avenida Alcides Sangirardi, no bairro Cidade Jardim, região de alto padrão da capital paulista.

Além de ministros do Superior Tribunal de Justiça, também foram ao casamento:

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O esquema de segurança foi coordenado pela Polícia Judicial, de segurança interna do Poder Judiciário. Também atuaram na região equipes da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, da Romu (Rondas Ostensivas Municipais), da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

A rua que dá acesso à Casa Fasano foi completamente interditada e ficou restrita a convidados do casamento. Tanto a ciclovia que passa pela região quanto um trecho do Parque Linear Bruno Covas foram interditados.

O uso de drones foi proibido na região. Segundo os policiais que atuam na segurança, o esquema conta com um sistema capaz de interromper o sinal dos equipamentos. Os agentes também afirmaram que quem operar drones no local poderá ser identificado e responsabilizado.

Jornalistas que acompanham a movimentação na região também foram fotografados por policiais.

Motoristas que passaram pela região buzinaram e proferiram xingamentos em direção ao local. Não houve registro de protestos nas proximidades da Casa Fasano.

O empresário Gabriel Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, dono da Riachuelo, publicou nas redes sociais um vídeo que mostra o bloqueio da rua do casamento neste sábado (26.set). No momento da filmagem, é possível ver um dos seguranças do local dando um tapa e derrubando seu celular no chão.

Segundo o relato publicado nas redes sociais, o empresário disse que voltava para casa depois do trabalho, quando encontrou a rua interditada e foi orientado por policiais e seguranças a retornar.

Na 6ª feira (25.set), 1 dia antes da cerimônia, a equipe do Poder360 esteve na região da Casa Fasano para acompanhar a preparação do evento. Seguranças do estabelecimento impediram a aproximação.

Ao perceberem que o local era fotografado, profissionais de segurança pediram que as imagens fossem apagadas, sob a justificativa de que se tratava de uma “área privada”. Não quiseram se identificar.

O Supremo Tribunal Federal vive uma crise sem precedentes na sua história.

Documentos e mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foram tornados públicos e intensificaram a crise da instituição. A divulgação expôs a relação entre Vorcaro e Moraes e, na sequência, desencadeou uma disputa entre os 2 ministros sobre a condução das investigações.

O episódio ganhou dimensão pública em 1º de setembro, quando Mendonça determinou a retirada do sigilo de documentos produzidos pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro. O material reunia mensagens, registros de contatos e documentos que apontavam para uma relação próxima entre o banqueiro e Moraes.

A decisão de Mendonça provocou uma reação de Moraes. Em 3 de setembro, o ministro pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, sob a alegação de que havia indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na atuação do colega.

Fachin interveio no dia seguinte. Retirou o pedido contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que a questão fosse analisada em outro procedimento. Horas depois, afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a urgência de encerrar o próprio inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Moraes.

Em 15 de setembro, o STF salvou momentaneamente o ministro Alexandre de Moraes de ser investigado sobre suas relações com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e preso no momento sob suspeita de corrupção, depois de o ministro Flávio Dino pedir vista (mais tempo para analisar os autos). Nesta data, o plenário da Corte analisaria se o ministro seria, ou não, investigado sobre sua relação com Vorcaro.

Com o pedido de vista de Dino, o Regimento do STF permite que o caso seja devolvido em até 90 dias a partir da data. Dessa forma, é possível que a decisão sobre investigar Moraes seja tomada só depois das eleições de outubro.

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