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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

Política

Diante de derrota no Congresso, Lula e ministros recorrem ao discurso de justiça social para enfrentar críticas por aumento de impostos

Após derrubada do decreto que alterava alíquotas do IOF, governo tenta dissociar medida de aumento de carga tributária e promete continuar com políticas sociais

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Diante de derrota no Congresso, Lula e ministros recorrem ao discurso de justiça social para enfrentar críticas por aumento de impostos
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Brasília – Em meio à crescente tensão com o Congresso Nacional , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad , têm reforçado nos últimos dias o discurso de justiça social como forma de responder às críticas sobre o aumento de impostos. A postura é uma reação direta à derrota sofrida pelo Executivo na aprovação do projeto de decreto legislativo (PDL) que sustou os efeitos do decreto que alterava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) .

A decisão do Congresso, inédita nos últimos anos, foi considerada pelo governo como um obstáculo à estratégia fiscal que visava taxar operações financeiras mais complexas, especialmente de grandes fortunas e instituições financeiras. Diante disso, a equipe econômica estuda ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a derrubada da medida.

Na segunda-feira (30/6), durante o lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar , no Palácio do Planalto, Haddad rebateu acusações de que o governo teria aumentado a carga tributária sobre a população. O ministro destacou que a mudança nas alíquotas do IOF "não atinge o povo", mas sim “o andar de cima”, defendendo que se trata de uma política de justiça social e tarifária .

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“Nós vamos continuar fazendo justiça social, pode gritar, pode falar, vai chegar o momento de debater. Mas temos de fazer justiça no Brasil. Nós não podemos intimidar na busca de justiça. É para fazer justiça no campo, na cidade, na fábrica, é para isso que estamos aqui”, afirmou Haddad, em tom firme.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , horas antes, havia criticado o governo federal, acusando-o de dificultar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) — benefício assistencial pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. As declarações foram feitas durante evento em Minas Gerais.

Apesar da pressão política, o governo insiste em manter sua narrativa centrada nas políticas sociais e redistributivas. O objetivo é garantir apoio popular diante de um cenário marcado por ajustes fiscais e disputas ideológicas dentro do Congresso, onde o bloco governista enfrenta dificuldades para articular votos em projetos estratégicos.

Enquanto o Planalto tenta minimizar os danos da derrota parlamentar, a discussão sobre o papel dos impostos na economia brasileira volta ao centro do debate político, colocando em choque duas visões distintas: de um lado, a defesa da isenção tributária para setores populares; do outro, a aposta em uma reformulação da base tributária com foco em quem mais ganha.

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