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Sabado, 18 de Abril de 2026

Política

Descarte incorreto de óleo lubrificante coloca Rio Madeira em risco

Você sabia que um único litro de óleo lubrificante usado pode contaminar até 1 milhão de litros de água?

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Por Capital Rondônia
Descarte incorreto de óleo lubrificante coloca Rio Madeira em risco
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Você sabia que um único litro de óleo lubrificante usado pode contaminar até 1 milhão de litros de água? Agora imagine esse óleo indo parar no rio Madeira, um dos maiores patrimônios naturais de Porto Velho e da região Norte. É um risco real — e que pode ser evitado com atitudes simples e consciência ambiental.

Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC) é aquele resíduo escuro que sai dos motores de carros, motos, ônibus e máquinas após a troca de óleo. Ele é altamente poluente e perigoso, e precisa de um destino certo. Se descartado de forma irregular, pode prejudicar gravemente rios, lençóis freáticos, o solo e até a saúde das pessoas.

O Brasil tem um modelo bem-sucedido na coleta e reaproveitamento desse resíduo. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, são coletados todos os anos cerca de 500 milhões de litros de OLUC no país. Só na região Norte, o volume gira em torno de 40 milhões de litros por ano — o suficiente para proteger milhares de quilômetros de rios e milhões de vidas.

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“Apesar de termos uma legislação avançada, ainda falta conscientização. O OLUC está presente na rotina de todos, mas quase ninguém percebe — ele fica escondido dentro dos motores. Por isso, é essencial perguntar nas oficinas e postos: Para onde vai o óleo usado depois da troca?”, alerta Aylla Kipper, presidente da AMBIOLUC e Head de Sustentabilidade da Lwart Soluções Ambientais, empresa que lidera esse trabalho no Brasil.

A legislação brasileira determina que todo OLUC seja destinado ao rerrefino — um processo de reciclagem que transforma o resíduo em óleo novo. Esse ciclo reduz a necessidade de extração de petróleo e evita danos ao meio ambiente. O Brasil tem uma das maiores rerrefinarias do mundo, operada pela Lwart, no interior de São Paulo.

Temos tecnologia, logística e conhecimento para cuidar desse resíduo. No meio da cadeia de óleo lubrificante – que conta com produtor, oficinas mecânicas, postos de gasolina e centros de troca de óleo (chamados de revendedores), até o coletor e o rerrefinador – o consumidor é um agente fundamental de fiscalização. Cabe a ele verificar com o revendedor qual é o destino do óleo lubrificante usado retirado do seu automóvel e se o local possui as autorizações e licenças ambientais necessários, assim como se o coletor é devidamente autorizado pela ANP. A coleta correta do OLUC é um exemplo claro de como pequenas ações ajudam a proteger o meio ambiente de forma concreta”, reforça Aylla

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