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A ‘novela Julián Alvarez' foi a principal história de um movimentado mercado de transferências. O jogador era alvo do Barcelona, mas acabou não sendo liberado pelo rival Atlético de Madrid, gerando um grande mal-estar entre as partes. Apesar de ainda repercutir na relação entre atleta e torcida Colchonera, a história parece fazer parte do passado Culé.
Segundo Deco, ex-jogador e atual diretor desportivo do Barcelona, o foco da equipe catalã é, que começou a temporada voando em LaLiga, é esquecer a negociação frustrada pelo centroavante argentino.
— Julián Alvarez é passado e temos que olhar para frente. Estamos felizes com todo o resto. Espero que ele também esteja bem, ajudando o clube dele, e é isso que importa — afirmou Deco ao jornal “AS” durante participação no Portugal Football Summit, realizado na Cidade do Futebol de Oeiras, em Lisboa.
Barcelona: Notícias, rumores, transferências e mercado
Barcelona buscava um centroavante móvel
De acordo com Deco, Julián Alvarez fazia parte do perfil procurado pelo Barcelona para substituir Robert Lewandowski, que agora defende o Chicago Fire, da MLS. O diretor explicou que a saída do polonês já estava dentro do planejamento do clube e que a intenção era encontrar um atacante com características diferentes.
— A situação de Julián não tem nada a ver com a de Raphinha. Saiu um jogador que, para mim, é um tipo diferente de camisa 9, o melhor camisa 9, que é Robert Lewandowski, que deu tudo de si, mas era hora de mudanças. A ideia sempre foi trazer um camisa nove móvel, com a capacidade de se entrosar com os companheiros de equipe, e Julián era um desses jogadores — explicou.
O Barcelona chegou a apresentar uma oferta pelo argentino, mas recebeu a indicação de que o Atlético de Madrid não pretendia negociá-lo. Diante de uma série de negativas, o clube catalão precisou mudar os planos para a posição.
— Não foi possível; fizemos uma oferta. O clube sempre disse que não o venderia, e tivemos que procurar outras soluções — contou Deco.
Gabriel Jesus virou alternativa para Flick
Com Julián fora do alcance, o Barcelona voltou suas atenções para Gabriel Jesus. O brasileiro, que vinha tendo poucas oportunidades no Arsenal, acabou escolhido como a alternativa para ocupar o espaço planejado para um atacante de perfil móvel.
— Gabriel Jesus não estava nos nossos planos e, no momento em que decidimos que Julián era impossível, começamos a procurar soluções, e Gabriel era a opção perfeita para nós. Ele é um jogador de alto nível. Ele não estava jogando muitas partidas no Arsenal. Às vezes, quando você muda, há uma nova motivação, um novo clube, novos companheiros de equipe, então isso é algo importante para Gabriel, e estamos felizes em tê-lo conosco — afirmou Deco.
Deco ainda revelou que a comissão técnica discutiu internamente a possibilidade de Raphinha atuar como centroavante. Segundo ele, o tema foi conversado com Hansi Flick antes da definição do planejamento ofensivo e vem dando resultados no início desta temporada.
Outro nome analisado pelo Barcelona durante o processo foi Lautaro Martínez, ídolo da Internazionale. Deco confirmou que o argentino esteve entre os jogadores considerados pelo clube, mas afirmou que a negociação não avançou depois que o clube italiano fechou as portas para o negócio já no início.
— Ele é um ícone da Inter, e temos muito respeito por isso. Ele é um jogador fantástico, um jogador espetacular e o capitão. No momento em que o clube nos disse que ele não estava disponível, não tentamos mais falar com ele. Tentamos fazer as coisas de uma maneira muito correta e transparente — afirmou o dirigente.