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Sabado, 18 de Abril de 2026

Rondônia

CPMI do INSS recorre ao STF para garantir depoimento de dono do Banco Master

Presidente da comissão classifica vinda de Daniel Vorcaro como "questão de honra" após decisões liminares barrarem oitivas.

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Por Capital Rondônia
CPMI do INSS recorre ao STF para garantir depoimento de dono do Banco Master
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reuniu-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (11), para solicitar a revisão das decisões que desobrigaram investigados de deporem ao colegiado. O principal alvo do recurso é o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujo comparecimento é considerado vital para esclarecer o suposto envolvimento da instituição em esquemas de empréstimos consignados irregulares contra aposentados.

Durante o encontro, o ministro André Mendonça sinalizou que deve liberar para julgamento no plenário virtual ou presencial os recursos apresentados pela CPMI. No mês passado, uma decisão individual do magistrado havia tornado facultativo o depoimento de Vorcaro, o que gerou forte reação entre os parlamentares. Viana defendeu que o banqueiro será tratado com normalidade e respeito, mas reiterou que o esclarecimento das denúncias é uma prerrogativa do Congresso Nacional que não pode ser cerceada.

Conflito de prerrogativas e ausência de Leila Pereira

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A reunião também serviu como palco para críticas à decisão do ministro Flávio Dino, que permitiu que a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, desmarcasse seu depoimento previsto para esta quinta-feira (12). Amparada pela liminar, a empresária informou que não comparecerá amanhã, tendo sua oitiva reagendada para a próxima quarta-feira (18). O senador Carlos Viana classificou a medida como uma “invasão de prerrogativas” do Judiciário sobre o Legislativo, afirmando que agendas pessoais não deveriam se sobrepor ao trabalho parlamentar.

Além dos depoimentos, a comissão enfrenta o desgaste provocado pelo vazamento de dados sigilosos de Daniel Vorcaro. Na semana passada, o STF determinou que a Polícia Federal investigue a origem da divulgação dessas informações. Carlos Viana negou qualquer responsabilidade oficial da CPMI sobre o incidente, argumentando que o colegiado sequer possui a maioria dos documentos que foram tornados públicos, mas reforçou o compromisso funcional da comissão com a guarda de dados sensíveis.

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FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20
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