Capital Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sabado, 23 de Maio de 2026

Mundo

Correios ampliam plano de demissão voluntária para 15 mil funcionários

Previsão é de que 10 mil trabalhadores sejam desligados em 2026 e outros 5 mil, em 2027. Mudanças devem atingir planos de saúde

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Correios ampliam plano de demissão voluntária para 15 mil funcionários
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Os Correios ampliaram a meta do Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 15 mil funcionários. A previsão é de que 10 mil trabalhadores sejam desligados em 2026 e outros cinco mil, em 2027. A medida pode resultar numa economia de R$ 1,4 bilhão para a estatal.

O PDV consta no documento “Correios em Reestruturação”, feito para informar os empregados sobre o projeto de reestruturação da companhia. Ele deve ser executado entre 2025 e 2027 e tem como objetivo retirar a empresa de uma severa crise financeira.

Leia também
  • Economia Haddad não descarta aporte do Tesouro para salvar Correios
  • Economia Tesouro rejeita garantia e Correios suspendem empréstimo de R$ 20 bilhões
  • Economia MP faz pedido ao TCU sobre empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios
  • Negócios Socorro aos Correios: os próximos passos para o empréstimo bilionário

A proposta também prevê mudanças no plano de saúde até junho de 2026. Isso além de ações, até março de 2026, para aprimorar a gestão do Postalis, o fundo de pensão de funcionários da companhia.

Publicidade

Outra iniciativa anunciada é a “revisão técnica” de mil unidades deficitárias da estatal. “Isso significa avaliar situações reais: unidades com baixo movimento, custos operacionais muito acima da média ou localidades onde canais alternativos, como o Correios AQUI, podem oferecer melhor eficiência”, diz o documento.

No curto prazo, afirma a direção da empresa, a meta é regularizar o pagamento de fornecedores até janeiro de 2026. Para isso, a companhia busca um empréstimo bancário de cerca de R$ 20 bilhões, sendo parte para 2025 e o restante para 2026.

A estatal observa que negocia alternativas para obter tais recursos. Na quarta-feira (3/12), o Tesouro Nacional reprovou a operação de empréstimo por considerar excessivos os juros pedidos pelo pool de bancos que aceitaram fazer a operação. A administração federal estuda ainda uma “solução-ponte”, para que a empresa possa executar o plano de reestruturação sem negociar com as instituições financeiras em condições tão desfavoráveis.

FONTE/CRÉDITOS: Carlos Rydlewski
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!