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Sexta-feira, 15 de Maio de 2026

Justiça

Corpos de mortos em operação no Rio deixam IML sob denúncias

Familiares de vítimas da Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, relatam indignação e acusam a polícia de execuções ilegais na ação de alta letalidade.

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Por Capital Rondônia
Corpos de mortos em operação no Rio deixam IML sob denúncias
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Os últimos corpos de pessoas mortas na Operação Contenção, deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro no Complexo da Penha e do Alemão, Zona Norte, foram liberados do Instituto Médico Legal (IML). Até sexta-feira (31), faltavam identificar apenas oito corpos, segundo a Polícia Civil.

A Operação Contenção é marcada pela alta letalidade. O balanço mais recente indicava 99 pessoas identificadas, sendo que 78 tinham envolvimento com o crime, e 42 tinham mandado de prisão pendente. Treze dos mortos eram oriundos de outros estados, como Bahia, Pará e Amazonas.

Família de vítima denuncia execução

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As famílias, apesar do alívio pelo fim da busca pelos parentes, expressam forte indignação com a tragédia. Karine Beatriz, de 26 anos e grávida, foi ao IML para reconhecer o corpo do esposo, Wagner Nunes Santana, pai de seu bebê. Ele foi encontrado em um lago na Serra da Misericórdia, na Penha.

Com um tiro na testa, o corpo de Wagner foi localizado após três dias de busca na mata. Karine questionou a letalidade das operações: “De onde vem pena de morte, se existe presídio, presídio é apenas enfeite? Até quando vai isso?”.

A viúva relatou que, mesmo com os erros do companheiro, ele era trabalhador e responsável pelo sustento da casa. Ela também denunciou as execuções ilegais na ação policial.

“Eles não vieram prender ninguém, eles foram para matar. É até mesmo quem se entregou, eles mataram. Eu procurei, desde o primeiro dia, eu procurei um por um. Não sei o que fizeram, mas enterro vai ter de ser caixão fechado”, relatou Karine. A polícia não esclareceu as circunstâncias do assassinato de Wagner.

Governo defende a ação no Rio de Janeiro

O Governo do Estado justificou a operação como uma forma de conter a expansão da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Segundo nota enviada à imprensa, as investigações indicavam que integrantes do CV recebiam instruções em armamento, tiro, explosivos e táticas de combate nas áreas visadas.

O governo destacou que o fluxo de caixa da facção nessas áreas movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês. “Tanto o Alemão quanto a Penha serviam como polos de abastecimento”, diz a nota.

O governador Cláudio Castro defendeu a Operação Contenção, apesar de não ter conseguido prender os principais chefes do crime. Ele reforçou a importância da integração com outros estados, citando a origem dos “narcoterroristas”.

“Tendo em vista estes resultados, a gente vê que o trabalho de investigação e inteligência foi adequado, todos perigosos e com ficha criminal”, disse o governador Castro em nota.

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