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Integrantes dos Tribunais de Contas do país vão eleger, nesta quarta-feira (30/9), o Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criado com a Reforma Tributária.
O grupo atuará no controle externo da entidade nacional responsável pela gestão de um tributo compartilhado por estados, Distrito Federal e municípios. A direção é composta de 11 cargos que representam as cinco regiões brasileiras. Há uma chapa única no pleito.
Chamada de “Novos Desafios para os TCs”, a chapa é liderada pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) Domingos Augusto Taufner. A posse está agendada para quinta-feira (1º/10). Veja os integrantes:
A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) levou o tema da Reforma Tributária aos órgãos e articulou a construção de uma posição institucional comum para representá-los na discussão sobre o IBS.
O presidente da Atricon, Edilson de Sousa Silva (foto em destaque), afirmou que “o sistema Tribunais de Contas é capaz de integrar entes federados na entrega de políticas públicas”. “Na reforma tributária, atuaremos com a governança necessária para dar efetividade ao contemporâneo federalismo multinível”, declarou.
Inicialmente, a entidade criou um Grupo de Trabalho para acompanhar a regulamentação da Reforma Tributária, estudar os projetos de lei complementar, formular propostas e manter o tema articulado nacionalmente.
A Lei Complementar nº 227/2026 determina que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Comitê Gestor do IBS será realizada de forma coordenada, compartilhada e colegiada pelos Tribunais de Contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Segundo a Atricon, a função do Conselho Diretor do Colegiado Nacional é permitir que o sistema de Tribunais de Contas “atue de maneira coordenada diante de uma competência que, por sua própria natureza, ultrapassa os limites de uma única jurisdição”.
“Ao acompanhar a implementação da nova arquitetura tributária, os Tribunais de Contas poderão contribuir para que os objetivos da Reforma Tributária — entre eles a simplificação do sistema, a redução da burocracia, o aumento da segurança jurídica, os ajustes na distribuição das cargas tributárias e a adequada operacionalização das transferências intergovernamentais destinadas aos fundos de desenvolvimento — sejam alcançados de forma consistente, transparente e compatível com os resultados esperados pela sociedade”, afirmou a entidade.
O controle externo das políticas fiscais, conforme destacou a entidade, constitui pressuposto de continuidade institucional, desenvolvimento econômico, transparência fiscal e eficiência tanto na arrecadação quanto na aplicação dos recursos públicos.
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