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Política

Comissão aprova projeto que resgata princípio da condição mais favorável ao trabalhador

Proposta continua em análise na Câmara

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Comissão aprova projeto que resgata princípio da condição mais favorável ao trabalhador
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Alexandre Lindenmeyer: "É undamental que a Câmara corrija esse erro histórico"

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5183/23, que tem o objetivo de resgatar o princípio da condição mais favorável ao empregado e reverter dispositivos introduzidos na legislação brasileira pelas reformas trabalhistas de 2017.

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Para tanto, a proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei do Trabalho Temporário.

Apesar de modificar diversos trechos da legislação, a essência do projeto é simples: restabelecer a aplicação da regra mais benéfica ao trabalhador e reforçar a proteção dos direitos sociais nas relações de trabalho.

Entre as mudanças, destacam-se a ampliação das responsabilidades empresariais em relação aos direitos humanos, à saúde, à segurança e ao meio ambiente em toda a cadeia produtiva. Além disso, o projeto restabelece regras mais rígidas sobre jornada de trabalho, horas extras, intervalos e proteção à gestante e à lactante. Por fim, a proposta elimina figuras contratuais flexíveis, como o trabalho intermitente, fortalecendo as garantias e a tutela estatal sobre os direitos dos trabalhadores.

Contribuição da sociedade

A proposta é de autoria da Comissão de Legislação Participativa e baseou-se em contribuições subscritas por entidades da sociedade civil.

O relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), apresentou parecer favorável ao texto. “Este projeto de lei é uma materialização da vontade popular que está presa na garganta do trabalhador desde que foram subtraídos vários direitos com a reforma trabalhista de 2017”, afirmou.

Lindenmeyer disse ainda ser “fundamental que a Câmara corrija o erro histórico e reverta as mudanças realizadas”.

Diretrizes

Em seu parecer, o relator destacou as diretrizes essenciais que orientam a proposta:

reconhecimento do papel do Estado na tutela do trabalhador; fortalecimento de órgãos de proteção, como a Justiça do Trabalho, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho; fortalecimento do movimento sindical e do direito de negociação coletiva; proteção aos trabalhadores de plataformas digitais e aplicativos de serviços; efetividade das normas internacionais de proteção ao trabalho e respeito ao princípio da vedação do retrocesso social; e revogação e reformulação dos trechos considerados precarizadores introduzidos pelas reformas de 2017.

Próximos passos

A proposta está sujeita à apreciação do Plenário e tramita em regime de prioridade. Antes, porém, o texto ainda passará pela análise das comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se passar pela Câmara, a proposta seguirá para o Senado Federal. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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