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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Saúde e Beleza

Coleta de ovitrampas avança na preparação para o Método Wolbachia

Material recolhido nos bairros será analisado em laboratório para mapear a presença do Aedes aegypti

CAPITAL RONDÔNIA
Por CAPITAL RONDÔNIA
Coleta de ovitrampas avança na preparação para o Método Wolbachia
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Porto Velho avançou em mais uma etapa preparatória para a futura implementação do Método Wolbachia, tecnologia que reforçará o enfrentamento à dengue, zika e chikungunya. Após a instalação das ovitrampas em residências de 27 bairros prioritários, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) iniciaram a coleta do material para análise.

As ovitrampas são armadilhas utilizadas para identificar a presença do Aedes aegypti. Entre cinco e sete dias após a instalação, os agentes retornam aos imóveis para recolher as paletas onde os mosquitos depositam os ovos.

O material segue para a equipe de entomologia municipal, que realiza a contagem dos ovos com auxílio de microscópio. Os resultados permitem identificar as áreas com maior infestação e formar um diagnóstico que auxiliará no planejamento das próximas etapas.

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A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, explica que o trabalho realizado agora é fundamental para conhecer a realidade de cada região. “Após o período de cinco a sete dias, recolhemos as ovitrampas e as paletas e encaminhamos o material para a entomologia, onde é feita a contagem dos ovos. Esse levantamento nos permite conhecer melhor a presença do mosquito e direcionar as estratégias”.

PREPARAÇÃO PARA A WOLBACHIA

Nesta fase, ainda não ocorre a liberação de mosquitos com Wolbachia. O levantamento servirá como base para a futura implantação da tecnologia, que utiliza Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, capaz de dificultar o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya no mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão.

A iniciativa envolve a Semusa, Ministério da Saúde, Fiocruz e Wolbito do Brasil, com apoio da Fiocruz Rondônia. A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça que ciência e planejamento são fundamentais para ampliar a prevenção. “Estamos construindo uma base técnica para que a implementação seja realizada de forma segura e eficiente. O mapeamento permite conhecer onde há maior presença do mosquito e orientar nossas ações”.

Para o prefeito Léo Moraes, o levantamento representa um avanço no planejamento das ações de prevenção e no uso de novas tecnologias para proteger a população.

“Estamos unindo ciência, tecnologia e planejamento para fortalecer o combate às arboviroses. Conhecer onde o mosquito está mais presente nos permite agir de forma mais estratégica e preparar Porto Velho para receber uma tecnologia que poderá ampliar a proteção da nossa população”, destacou o prefeito Léo Moraes.

Mesmo com o avanço da nova tecnologia, a Semusa reforça que a população deve continuar eliminando recipientes com água parada e permitindo o acesso dos agentes às residências durante o trabalho de monitoramento.

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FONTE/CRÉDITOS: Texto: Jhon Silva
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