Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A condenação do Manchester City por violações das regras financeiras da Premier League recolocou sob os holofotes o período em que o clube se transformou em uma potência. O City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações apresentadas pela liga, referentes principalmente às temporadas entre 2009/10 e 2017/18.
Entre o verão europeu de 2009 e janeiro de 2018, os ingleses gastaram aproximadamente 1,2 bilhão de libras em jogadores e conquistaram sete grandes títulos. A era produziu nomes históricos como Sergio Agüero, David Silva, Yaya Touré e Kevin De Bruyne, mas o enorme poder financeiro também gerou erros caros que acabaram quase esquecidos diante do sucesso acumulado.
As contratações abaixo não provam que esses negócios tenham sido financiados pelos mecanismos analisados no processo da Premier League. Elas ajudam, porém, a dimensionar a escala do investimento realizado pelo City durante os anos que hoje estão sob escrutínio.
Títulos ‘cancelados’? Até onde legado de Guardiola é anulado com veredito do caso City
Eliaquim Mangala, até 42 milhões de libras
Eliaquim Mangala chegou do Porto em 2014 por um valor inicial estimado em 32 milhões de libras, que poderia chegar a 42 milhões de libras. O francês começou bem e impressionou justamente em uma partida contra o Chelsea, mas nunca conseguiu manter regularidade.
Erros individuais e dificuldade para se consolidar como titular marcaram sua passagem. Depois de empréstimos a Valencia e Everton, deixou o clube definitivamente em 2019 sem oferecer o retorno esperado para um dos zagueiros mais caros da Premier League naquele momento.
Stevan Jovetic, 22 milhões de libras
Stevan Jovetic chegou da Fiorentina em 2013, na mesma janela em que o City contratou Fernandinho, Jesús Navas, Martín Demichelis e Álvaro Negredo. O atacante era visto como parte da renovação ofensiva após as saídas de Carlos Tevez e Mario Balotelli, mas lesões limitaram bastante sua participação. Foram 11 gols em 44 partidas antes da mudança para a Inter em 2015. Em comparação com outras contratações daquele mercado, seu impacto foi pequeno.
Wilfried Bony, 28 milhões de libras
Wilfried Bony havia marcado 20 gols na Premier League pelo Swansea quando o City decidiu contratá-lo em janeiro de 2015. O investimento começou em cerca de 25 milhões de libras e poderia chegar a 28 milhões de libras.
A passagem, porém, ficou abaixo das expectativas. A Copa Africana de Nações, problemas físicos e a concorrência de Agüero reduziram suas oportunidades. Bony terminou a experiência em Manchester com só 10 gols em 46 partidas.
Nolito, 14 milhões de libras
A chegada de Nolito em 2016 parecia fazer sentido. O espanhol vinha de bom momento no Celta de Vigo e já conhecia o trabalho de Pep Guardiola. Na prática, teve dificuldade para ganhar espaço. Foi titular apenas nove vezes na Premier League em sua única temporada no clube. O próprio jogador também falou publicamente sobre a dificuldade de adaptação de sua família a Manchester. Depois de apenas um ano, voltou à Espanha para defender o Sevilla.
Danilo, 26,5 milhões de libras
Entre os nomes da lista, Danilo talvez seja o caso menos próximo de um fracasso esportivo completo. O brasileiro chegou do Real Madrid em 2017 por 26,5 milhões de libras e ofereceu versatilidade, mas passou boa parte de suas duas temporadas como opção de elenco. Fez 34 partidas de Premier League antes de ser envolvido na operação que levou João Cancelo da Juventus ao Manchester City em 2019.
Seu período na Inglaterra não foi desastroso, mas o investimento elevado para um jogador que permaneceu somente duas temporadas também ficou abaixo do ideal em termos de custo-benefício.
Benjamin Mendy, 52 milhões de libras
Benjamin Mendy chegou do Monaco em 2017 por 52 milhões de libras, tornando-se naquele momento o defensor mais caro do mundo. O lateral mostrou em alguns momentos a força ofensiva que havia chamado atenção na França, mas sucessivas lesões limitaram sua disponibilidade.
Ele disputou 75 partidas pelo City e conquistou três títulos da Premier League, mas entregou muito menos minutos do que o clube esperava ao fazer tamanho investimento. Seu contrato terminou em junho de 2023.