A China reagiu neste domingo (12/10) à promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos importados do país asiático. A medida, segundo Trump, seria uma resposta à “posição extraordinariamente agressiva” de Pequim no comércio internacional.
Em sua primeira manifestação oficial sobre o tema, o Ministério do Comércio da China afirmou que o país não ficará de braços cruzados diante de ações unilaterais de Washington.
“Se os EUA persistirem em agir unilateralmente, a China tomará de forma resoluta as medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, declarou um porta-voz da pasta.
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A declaração ocorre dias após o governo chinês anunciar novos controles de exportação sobre terras raras, baterias de lítio e materiais superduros — insumos fundamentais para a produção de eletrônicos, semicondutores e tecnologias verdes.
Na quinta-feira (9/10), cinco comunicados ministeriais detalharam uma estratégia de “dupla camada” voltada ao fortalecimento das cadeias de suprimento e ao reforço do controle estatal sobre recursos considerados estratégicos.
Atualmente, a China domina cerca de 60% da produção global e quase 90% do refino de minerais críticos, o que lhe confere uma posição central nas cadeias produtivas de tecnologia e energia limpa.
A escalada nas tensões comerciais reacende temores de uma nova guerra econômica entre as duas maiores potências do mundo, em um momento de alta volatilidade nos mercados globais e crescente disputa por liderança tecnológica.
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