A deputada licenciada Carla Zambelli (PL) pode ser presa nos próximos dias na Itália, onde se encontra desde que foi emitido um mandado de prisão preventivo contra ela pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A parlamentar, que possui dupla nacionalidade, está no alerta vermelho da Interpol e é alvo de investigações por supostos crimes de prevaricação, advocacia administrativa e violação de sigilo.
Apesar de ter nacionalidade italiana, o governo brasileiro acredita que há respaldo legal para uma possível extradição. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que espera que o processo seja concluído “o mais breve possível” e destacou que o Brasil tem tratados de cooperação com a Itália.
Entretanto, especialistas avaliam que a extradição não é automática. Apesar da possibilidade jurídica, países tendem a evitar extraditar seus próprios cidadãos — ainda mais quando se trata de nacionalidade primária. No entanto, a legislação italiana permite a extradição de nacionais em certos casos, dependendo da análise da Justiça local.
O entorno de Zambelli, por sua vez, aposta que ela permanecerá na Europa, confiando na proteção oferecida pela cidadania italiana.
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