O Banco Central do Brasil determinou nesta quarta-feira (18/02/2026) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), que integravam o mesmo conglomerado financeiro de pequeno porte classificado no segmento S4 da regulação prudencial.
Segundo o BC, a decisão foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira, com grave problema de liquidez, além de infrações às normas bancárias e pela não observância de determinações da autoridade reguladora.
O conglomerado corresponde a cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o que faz com que o impacto da liquidação no mercado financeiro mais amplo seja considerado reduzido.
A medida coloca ambas as instituições sob regime especial de liquidação, interrompendo suas operações, e torna indisponíveis os bens dos controladores e administradores das entidades.
O BC afirmou que seguirá com a apuração de responsabilidades e que o processo pode resultar em sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes, nos termos da lei.
O Banco Pleno era controlado por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio e ex-CEO do Banco Master e que havia adquirido a instituição — anteriormente chamada Banco Voiter — em meados de 2025 após autorização do regulador, herdando assim potenciais fragilidades financeiras da fase anterior.
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