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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026

Educação e Futuro

Baixa escolaridade é marcante no Tráfico de Drogas Educação

Pesquisa do Instituto Data Favela revela que mais da metade dos entrevistados envolvidos no Tráfico de Drogas Educação abandonou a escola antes do ensino médio, e 41% se arrependem.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Baixa escolaridade é marcante no Tráfico de Drogas Educação
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A conclusão do ensino médio é uma realidade para somente dois em cada dez entrevistados em um estudo realizado com quase 4 mil pessoas envolvidas no tráfico de drogas. Para mais da metade, a frequência escolar foi interrompida antes de chegar ao ensino médio.

A baixa escolaridade é um dos principais pontos da pesquisa “Raio-X da Vida Real”, realizada pelo Instituto Data Favela, da Central Única das Favelas (Cufa). O estudo analisou respostas em favelas de 23 estados brasileiros.

Os dados mostram que 35% dos entrevistados têm apenas o ensino fundamental incompleto e 7% não possuem instrução formal. Somente 22% declararam ter o ensino médio completo.

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Questionados sobre o que fariam de diferente, 41% relataram que teriam estudado ou se formado. O copresidente do Data Favela, Marcus Vinícius Athaye, ressaltou que os entrevistados reconhecem o estudo como fator de mudança de vida.

Saúde mental e sonhos

Entre os cursos de nível superior, o de maior interesse era Direito (18%), seguido por Administração (13%). A falta de acesso à educação e a oportunidades de qualidade são citadas como causas para a baixa renda mensal.

Outro foco da pesquisa é a saúde mental. Insônia (39%) e ansiedade (33%) são os problemas mais frequentes. O grau de ansiedade é maior entre aqueles que iniciaram, mas não concluíram o ensino superior (72%).

O maior sonho de consumo, para 28%, é ter uma casa. Um grupo de 25% gostaria de comprar uma casa para a família. A CEO do Data Favela, Cléo Santana, disse que este desejo é similar ao do brasileiro médio.

A coordenadora de pesquisas, Bruna Hasclepildes, destacou que 68% dos entrevistados não sentem orgulho do que fazem. “Eles não entram para este contexto porque querem, mas por necessidade”, afirmou, reforçando que a vida no crime é um reflexo da ausência de políticas públicas.

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