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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Audiovisual cria entidade e estudo para buscar política pública no Brasil

O setor lançou a Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual (Fica) e apresentou um estudo que mostra que a contribuição econômica do audiovisual ao PIB brasileiro foi de R$ 70,2 bilhões em 2024.

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Por Capital Rondônia
Audiovisual cria entidade e estudo para buscar política pública no Brasil
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O setor audiovisual brasileiro ganhou um reforço em sua busca por políticas públicas nesta segunda-feira, 6 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro. Além da criação da Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual (Fica), um novo estudo inédito da Oxford Economics revelou a grande importância econômica do setor para o país.

O estudo “A contribuição econômica da indústria audiovisual no Brasil em 2024”, encomendado pela Motion Picture Association (MPA), estimou que o impacto econômico total do audiovisual gerou R$ 70,2 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e criou 608.970 empregos diretos e indiretos em 2024. Esse valor equivale a 0,6% do PIB brasileiro.

Setor que Gera Empregos Qualificados

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A apresentação dos dados ocorreu no RioMarket, evento sobre negócios do audiovisual que acontece paralelamente ao Festival de Cinema do Rio. O relatório apontou que o setor gerou 121.840 empregos diretos. Esse número é equivalente ao total de empregos da indústria de fabricação de produtos farmacêuticos e superior à força de trabalho da indústria automotiva.

Somente na atividade direta (criação, produção e distribuição de conteúdo), o setor gerou R$ 31,6 bilhões do PIB. A remuneração média mensal no setor, de R$ 6.800, é 84% superior à média do país.

O estudo aponta, ainda, que o setor gerou pagamentos de impostos que totalizaram R$ 9,9 bilhões ao governo brasileiro, conforme Daniel Diamond, economista sênior da Oxford Economics e coautor do relatório.

Criação da Fica e Política de Estado

A Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual (Fica) surge após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) incluir o setor no projeto da Nova Indústria Brasil (NIB). A entidade busca reafirmar o audiovisual como uma indústria, sendo vetor de inovação e geração de empregos qualificados.

Walkíria Barbosa, produtora de cinema e TV que presidirá a Fica, explicou que a federação reunirá todos os segmentos do setor. A ideia é criar uma representação forte e única, facilitando a articulação e a defesa de políticas junto aos órgãos governamentais.

Walkíria Barbosa destacou que o modelo de sucesso da Coreia do Sul, que em 2023 exportou mais de US$ 14 bilhões em conteúdo, serviu de inspiração. Ela defende que o audiovisual brasileiro tem grande potencial de crescimento com a consolidação de uma política de Estado.

A entrada do setor no programa da Nova Indústria Brasil só foi possível após a compreensão do potencial da indústria pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa. “Temos um ano para botar essa política pública de pé”, resumiu a presidente da Fica.

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