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Amistoso do Brasil não atinge nem o objetivo óbvio e mostra erro da CBF

Uma vitória sem graça da seleção brasileira, por 4 a 0, marcou o amistoso com a Índia neste sábado (3). Era o esperado, pois o adversário é absolutamente frágil, dono da posição 139 no ranking da Fifa, país que jamais disputou uma Copa do Mundo. Nem os jogadores que ganharam oportunidades raras se empolgaram com …

Luiz Felipe
Por Luiz Felipe
Amistoso do Brasil não atinge nem o objetivo óbvio e mostra erro da CBF
Uma vitória sem graça da seleção brasileira, por 4 a 0, marcou o amistoso com a Índia neste sábado (3). Era o esperado, pois o adversário é absolutamente frágil, dono da posição 139 no ranking da Fifa, país que jamais disputou uma Copa do Mundo. Nem os jo
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Amistoso do Brasil não atinge nem o objetivo óbvio e mostra erro da CBF

Uma vitória sem graça da seleção brasileira, por 4 a 0, marcou o amistoso com a Índia neste sábado (3). Era o esperado, pois o adversário é absolutamente frágil, dono da posição 139 no ranking da Fifa, país que jamais disputou uma Copa do Mundo. Nem os jogadores que ganharam oportunidades raras se empolgaram com a partida.

Foi um jogo sem senso de urgência, devagar e burocrático. Estêvão foi um oásis em meio à desconcentração brasileira. Partindo da direita para dentro, o jovem criou dois gols na etapa inicial. No primeiro, ao receber de Matheuzinho, limpou a marcação, levou para a canhota e chutou no canto do goleiro Gurpreet Singh Sandhu, que aceitou.

O arqueiro indiano voltou a falhar quando Pedro recebeu do ponta direita e finalizou no meio do gol. O atacante do Flamengo também teve alguns bons momentos, dando linda assistência de calcanhar para Samuel Lino ampliar no segundo tempo. O outro atleta rubro-negro fehcou a goleada. No geral, porém, a impressão deixada foi ruim.

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Será um amistoso lembrado por não ter conseguido cumprir nem o principal objetivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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Seleção brasileira queria atender velho pedido da Índia

Há décadas, a seleção brasileira é admirada pela população indiana. Quando há Copa do Mundo, comunidades se juntam para apoiar o Brasil, que, até agora, não havia feito nenhum amistoso por lá. Na primeira vez, a Federação Indiana fez de tudo para afastar o povo.

Segundo relatos da transmissão da “TV Globo”, o ingresso para assistir ao amistoso no Estádio Salt Lake era de cerca de 200 dólares (R$ 2,6 mil), algo muito inviável para um país que tem uma renda mensal de 270 dólares, segundo o site “Trading Economics”. Até por isso, muitas cadeiras no estádio estavam vazias e o clima de festa que era esperado pelo jogo não ocorreu.

A razão para uma entrada tão cara, provavelmente, foi pelo investimento que o futebol indiano fez para ter o Brasil no país: cerca de 500 milhões de rúpias (R$ 27 milhões), segundo o site local “Livemint”. Quem pagou, no fim, foi o povo indiano, seja diretamente investindo muito no ingresso ou perdendo a oportunidade de assistir à Seleção que eles adoram.

O estádio não tão cheio levanta a questão da escolha da CBF. O amistoso na Índia é até justificável, algo há muito tempo aguardado pela população, mas desde que fosse acessível. Com esse valor, seria melhor que o Brasil atuasse em sua casa, buscasse se reaproximar da torcida nesse momento em que os europeus não estão disponíveis para jogos por conta da Liga das Nações.

Até hoje, os estados brasileiros de Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins nunca receberam o selecionado nacional. Enquanto Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Espírito Santo tiveram um jogo pela última vez nos anos 90. Sergipe apenas em 1969. Em vez de atuar duas vezes na Austrália e uma na Índia com um ingresso inacessível, poderia atender a população de alguns desses estados.

Inclusive, o presidente da CBF, Samir Xaud, prometeu, após a Copa, se aproximar do povo brasileiro. Por enquanto, só está no discurso.

— Depois dessa Copa, vamos trazer a seleção para jogar mais no Brasil do que fora, pois o povo brasileiro merece, e a gente quer resgatar essa conexão com os torcedores, é um compromisso meu — disse o dirigente em maio deste ano.

Samir Xaud, presidente da CBF desde 2025Samir Xaud, presidente da CBF desde 2025 (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Como foi o amistoso do Brasil com a Índia

A primeira parte do duelo mostrou a fragilidade dos asiáticos, que praticamente nem pisaram no campo de ataque. O jogo começou com Vinicius Júnior muito acionado, mas errando quase tudo que tentou. Quando chegou na direita, Matheuzinho acionou Pedro, que isolou chance aos 22.

Só pouco antes de meia hora que Estêvão chamou a responsabilidade e abriu o placar. Do mesmo lado, Gabriel Bontempo recebeu do ponta e cruzou para o centroavante do Flamengo acertar a trave. Foi o momento que o Brasil mais acelerou o jogo, ampliando pouco tempo e vendo Vini Jr. chutar fraco na cara do gol.

Na etapa final, a seleção indiana surpreendeu em Calcutá. Pisou mais no campo de ataque e não seria um absurdo se tivesse marcado um gol. A Índia finalizou seis vezes, seis a menos que o Brasil. O único chute certo brasileiro, além dos gols de Lino, foi de Vanderson, já nos acréscimos, fechando uma atuação muito ruim.

FONTE/CRÉDITOS: Carlos Vinicius Amorim

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