Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Município intensifica o monitoramento, a prevenção e o atendimento gratuito contra a malária
Porto Velho segue com ações intensificadas no combate à malária. Dados epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) revelam que, entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, o município registrou 3.061 casos da doença, representando um aumento de 8,8% em comparação ao mesmo período de 2025.
O monitoramento epidemiológico aponta uma atenção especial para o aumento das infecções por Plasmodium falciparum, forma que exige cuidado redobrado e registrou 213 notificações no período, além de 31 casos de infecção mista (P. vivax + P. falciparum).
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça o papel fundamental da parceria entre a população e o poder público na prevenção e no cuidado com a saúde. “A população precisa fazer a sua parte, compreendendo que a malária tem cura e o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são fundamentais para proteger a sua família".
“Estamos reforçando as ações para garantir diagnóstico rápido, tratamento adequado e prevenção. Cuidar da saúde da população é uma prioridade da nossa gestão”, destacou o prefeito Léo Moraes.
Comunidades e localidades monitoradas
A transmissão não ocorre de forma igual por toda a capital, concentrando-se prioritariamente em áreas rurais, ramais e vilas.
As 10 localidades de Porto Velho que registraram maior número de casos no período são:
Bacia Leiteira (157 casos)
Terra Santa (123)
KM 13 / Santa Helena (96)
Bairro Novo / BR-364 (91)
Uberaba (71)
Areia Branca (61)
Vila Codaron - KM 13 (60)
Fortaleza do Abunã (58)
Colônia Viçosa (54)
Ramal Castanheira - KM 14 (53)
Vigilância e busca ativa em campo
Diante do cenário epidemiológico, as equipes de vigilância e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) vêm intensificando as ações de busca ativa e borrifação nas áreas críticas.
A coordenadora municipal do Programa de Malária, Rosilene Ruffato, destaca a importância do trabalho de campo e da parceria com os moradores. “As áreas rurais e ribeirinhas exigem uma busca ativa e contínua da vigilância epidemiológica. Acompanhamos de perto o panorama para garantir que a testagem e o tratamento cheguem de forma ágil a todas as regiões. Além disso, o apoio da população é fundamental, permitindo a entrada dos agentes para a borrifação residencial e a instalação de mosquiteiros impregnados".
Sintomas, prevenção e atendimento gratuito
Para conter a transmissão, a população deve adotar medidas de proteção contra o mosquito-prego (Anopheles), como o uso de mosquiteiros e telas nas janelas, aplicação de repelente e cuidados redobrados nos horários de maior atividade do vetor (entardecer e amanhecer).
A malária tem cura e o tratamento fornecido pelo SUS é totalmente gratuito, com atenção prioritária a crianças, gestantes, idosos e populações rurais e ribeirinhas.
Fique atento aos sintomas:
A pessoa que apresentar algum desses sintomas ou esteve em áreas de mata, rios e balneários deve procurar imediatamente um ponto de atendimento para realizar o teste rápido ou o exame de gota espessa. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais rápida e segura é a recuperação.
Onde buscar atendimento e fazer o teste
O exame para detecção da malária é gratuito e pode ser feito por meio do teste rápido ou da gota espessa nas seguintes unidades notificantes do município:
As equipes de saúde estão capacitadas para realizar a triagem, a coleta do exame, a testagem de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) e indicar a medicação adequada.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se