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Para assegurar que informações e serviços essenciais alcancem toda a população, as instituições públicas devem priorizar a escuta ativa do cidadão, a clareza e a acessibilidade.
Essa orientação foi o tema central da abertura do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública), que começou na quarta-feira (16) e prossegue até sexta-feira (18) na Câmara dos Deputados, em Brasília.
O evento é parte das celebrações pelos 200 anos da Câmara e também marca uma década de fundação da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública).
Diretor de Comunicação da Câmara ressalta desafio de aproximar o Legislativo do cidadão
Durante a cerimônia inaugural, especialistas e gestores ressaltaram que a comunicação deve ir além da simples transmissão de informações, sendo um processo contínuo de inclusão e escuta.
A diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Cristina Siqueira Novaes, destacou a necessidade de ajustar a linguagem e os canais de comunicação às diversas realidades do país. "Comunicação é diálogo: o cidadão ouve, mas também precisa ser ouvido", defendeu.
Ela também afirmou que "comunicar da mesma forma para todos pode, na prática, significar comunicar apenas para alguns".
A importância de uma comunicação clara e transparente foi reforçada pelo presidente da ABCPública, Jorge Duarte, que afirmou que a comunicação pública deve ajudar as instituições a cumprir suas responsabilidades, facilitando o acesso aos serviços. "Quando isso falha, o cidadão paga um preço em tempo, dinheiro, segurança e oportunidades perdidas. Além disso, perde paciência e confiança."
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