Em 2024, cerca de 470 mil pessoas foram afastadas do trabalho devido a transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, segundo o Ministério da Previdência Social. Isso revela que quase meio milhão de colaboradores se sentem incapazes de atender às exigências das empresas, sendo impactados por jornadas de trabalho intensas e pressões constantes.
A OMS aponta que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com as mulheres acima de 40 anos sendo as mais afetadas. A terapia, antes estigmatizada, agora faz parte da realidade de muitos, mas o tratamento adequado muitas vezes exige mais do que apenas acompanhamento psicológico, demandando um suporte multidisciplinar, inclusive com medicação.
Esse cenário reflete uma crise social crescente que exige ações imediatas. O governo, ciente do problema, já implementou a certificação para empresas que investem na saúde mental de seus colaboradores e, a partir de maio, a nova norma NR1 começará a exigir que empresários identifiquem e gerenciem os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A preservação da saúde mental não é mais uma opção, é uma prioridade urgente.
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