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O mundo ainda tenta entender como foram calculadas as tarifas que os Estados Unidos vão impôr ao mundo a partir de 5 de abril. Uma análise mais atenta indica que os números não fazem muito sentido, e por isso circula a suspeita de que a solução tenha sido gerada por meio de inteligência artificial.
“Simplesmente brilhante. Como a Indonésia tem um alto imposto sobre importações de café, Trump vai colocar um imposto de 32% sobre importações de café da Indonésia – mesmo que os EUA não exportem café para a Indonésia (ou para a maioria dos outros lugares). Ele literalmente não entende o conceito de vantagem comparativa”, criticou James Surowiecki, editor do Yale Review e colaborador do site The Atlantic.
“Também é importante entender que as tarifas que os países estrangeiros supostamente estão nos cobrando são apenas números inventados. A Coreia do Sul, com a qual temos um acordo comercial, não está cobrando uma tarifa de 50% sobre as exportações dos EUA. Nem a UE está cobrando uma tarifa de 39%.”
“Que absurdo extraordinário”
Em outra postagem, o jornalista americano diz que conseguiu entender de onde saiu a lógica para o cálculo das tarifas, que foram impostas até às ilhas Ilhas Heard e McDonald, que não têm habitantes e, por isso, motivaram a criação de memes (foto) — a Casa Branca alegou que as ilhas foram incluídas como territórios externos à Austrália.
“Mesmo considerando que é Trump, não acredito que eles disseram ‘Vamos apenas dividir o déficit comercial pelas importações e dizer às pessoas que essa é a taxa tarifária.’ E então eles decidiram definir nossas tarifas cortando essa taxa totalmente inventada pela metade! Isso é tão idiota e enganoso.”
Surowiecki ponderou, ao final da análise, que “ao calcular a taxa tarifária, o pessoal de Trump usou apenas o déficit comercial em bens”. “Então, mesmo que tenhamos um superávit comercial em serviços com o mundo, essas exportações não contam no que diz respeito a Trump”, completou.
A falta de sofisticação nos cálculos para chegar ao valor das tarifas para cada país levou vários analistas a se questionarem se o governo Trump não usou uma inteligência artificial, como o ChatGPT ou o Grok, para chegar aos números.