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O Paris Saint-Germain precisou de paciência e soluções vindas do banco de reservas para superar o Lyon nesta segunda-feira (26). Em confronto válido pela oitava rodada da Ligue 1, a equipe de Luis Enrique venceu por 2 a 0 e conquistou a liderança do Campeonato Francês pela primeira vez na temporada. O duelo colocava frente a frente dois times que poderiam terminar a rodada na primeira posição, o que aumentava o peso do resultado.
Com o triunfo, o PSG chegou aos 18 pontos e assumiu a dianteira da competição. O Lyon, por sua vez, permaneceu com 14 e caiu para a quinta colocação. A diferença foi construída por dois jogadores que começaram a partida no banco: Senny Mayulu e Mika Godts.
Diante de um adversário que dificultou a criação de oportunidades durante boa parte do confronto, o time parisiense encontrou em dois nomes pouco habituais para esse tipo de protagonismo a saída para alcançar seu objetivo.
Banco de reservas decide partida de poucas brechas
O PSG teve a posse de bola e tentou controlar o ritmo do jogo, mas esbarrou em uma defesa do Lyon bem organizada, compacta e eficiente na ocupação dos espaços. A equipe visitante conseguiu reduzir as alternativas de passe, dificultou as infiltrações e obrigou os donos da casa a procurar caminhos menos evidentes para chegar ao gol.
A dificuldade parisiense não se resumiu à falta de espaços: quando recuperava a bola, o Lyon também encontrava oportunidades para ameaçar a meta defendida por Safonov.
O time de Luis Enrique passou boa parte do confronto com a bola nos pés, sem transformar o domínio territorial em chances claras na mesma proporção. O Lyon se manteve competitivo justamente por não permitir que o PSG encontrasse fluidez entre as linhas e por aproveitar os momentos em que podia acelerar suas jogadas.
Diante desse cenário, o treinador espanhol recorreu às opções disponíveis no banco para alterar a dinâmica da partida. As substituições deram resultado e mostraram a profundidade de um elenco capaz de encontrar soluções mesmo quando seus principais mecanismos ofensivos não funcionam como esperado.
Senny Mayulu foi o primeiro a aproveitar a oportunidade. Ainda em busca de espaço na equipe principal, o jovem francês disputou apenas sua sexta partida na temporada, sem nenhuma titularidade até então, e precisou de uma única finalização certeira para mudar o panorama do confronto. Ao encontrar espaço para arriscar de fora da área, bateu seco e venceu a defesa adversária.
A resposta também passou por Mika Godts, outro atacante acionado por Luis Enrique durante a partida. Contratado junto ao Ajax por 55 milhões de euros, o belga de 21 anos aproveitou um contra-ataque veloz para mostrar duas características importantes: desenvoltura no drible e capacidade de decidir diante do gol. Ao conduzir a jogada e finalizar com qualidade, ampliou a vantagem e encerrou a resistência do Lyon.
Como foi a vitória do PSG sobre o Lyon
Foi um primeiro tempo equilibrado e de propostas bem claras. De um lado, o PSG apostava num jogo propositivo, de posse de bola, paciência, pressão alta e presença maciça no campo de ataque. Do outro, o Lyon buscava sair construindo desde trás com a ideia de romper a marcação parisiense e colocar seus homens de frente no mano a mano.
Apesar do empate parcial sem gols, boas chances não faltaram — sobretudo por parte dos visitantes. Safonov precisou operar ao menos duas defesas providenciais para manter o zero no placar. Ao PSG, faltou contundência e senso de urgência no terço final.
Veio o segundo tempo, e a configuração em campo se manteve: PSG com mais posse, rondando a intermediária e tentando encontrar espaços na defesa adversária; e Lyon fechado, marcando forte e dando trabalho nos contra-ataques.
Com 26 minutos, Mayulu tratou de destravar o ferrolho visitante — e com um artifício que o Paris vinha usando pouco: a finalização de média distância. O jovem francês, que havia saído do banco de reservas cinco minutos antes, arriscou arremate perto da meia-lua e iniciou a vitória do atual bicampeão europeu.
Mika Godts, aos 34′, fechou a conta ao ser lançado em velocidade, driblar o marcador e finalizar no canto.