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Na manhã de segunda-feira (7/9), cerca de 600 apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em Brasília em dois atos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que está no centro de uma crise com o ministro André Mendonça. Durante as manifestações, os participantes pediram “Fora, Moraes, Gonet e Alcolumbre”.
Um dos atos começou por volta das 9h em frente ao Banco Central, convocado pelo desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo), e contou com a presença de 300 pessoas. O segundo ato ocorreu na Funarte, convocado pela deputada Bia Kicis (PL).
O senador Eduardo Girão (Novo), que é candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema, participou do protesto. Ele afirmou que o objetivo do ato é manifestar-se pacificamente contra o que chamou de “bandalheira” no Brasil.
Girão comentou a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, defendendo o afastamento de Moraes. “A gente está aqui num dia emblemático para o Brasil. Ontem, André Mendonça, que nós apoiamos de forma ampla e irrestrita, liberou para o julgamento no STF, a investigação do ministro Moraes, que tem 130 milhões de razões para ser afastado imediatamente. Nós esperamos que a ética e a justiça prevaleçam. Ninguém está aqui com marca de político, de partido. Este movimento transcende direita, esquerda, quem é contra governo, quem é a favor de governo. Gente de bem tem que estar junto”, declarou.
O evento também contou com a presença do candidato ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo (Novo).
Outro ato da direita estava programado para as 10h na Funarte, convocado pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Ao ser questionado sobre a possibilidade de as duas manifestações se cruzarem, Sebastião Coelho afirmou que os atos possuem propostas distintas.
Segundo Coelho, a manifestação em frente ao Banco Central foi caracterizada como “espontânea”, enquanto o ato na Funarte é político e partidário. “O ato que vai ter lá na Funarte é um ato político, é um ato de partido político, inclusive houve propaganda, paga, impulsionamento para aquele ato. Aqui não, aqui é um ato espontâneo das pessoas. Então o número de pessoas que tem aqui já é o suficiente para provar que nós estamos aqui em uma manifestação patriótica, em defesa do nosso país, não é por política”, enfatizou.
O candidato ao Senado ainda destacou que, apesar de estar concorrendo nas eleições deste ano, não participa da manifestação como candidato. “Aqui eu sou candidato, mas não estou com camisa de candidato. Então agora aquela manifestação é uma manifestação política, que vai ter lá os cabos eleitorais pagos e tudo, mas é legítimo, cada um tem um enfoque, uma forma de ver o mesmo fato. Minha forma de ver é a forma de libertar o nosso país”, concluiu.
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