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Quinta-feira, 03 de Setembro 2026
Policial

PF tenta 10 milhões de senhas e não desbloqueia celular de “patriota”

Polícia Federal (PF) tentou decifrar senha de celular Samsung Galaxy A30, com 10 milhões de combinações, após ordem de Alexandre de Moraes

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
PF tenta 10 milhões de senhas e não desbloqueia celular de “patriota”
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Polícia Federal usou 10 milhões de combinações para tentar desbloquear o celular do “patriota” Renato Marchesini, preso em decorrência do 8 de Janeiro, mas nenhuma das senhas funcionou. Sem conseguir desbloquear o aparelho, a PF não pôde extrair o conteúdo para apurar as informações solicitadas pelo ministro Alexandre de Moraes (STF).

A PF buscava identificar mensagens com base em termos como “morte ao Xandão”, “invadir os prédios”, “fora Lula” e “Bolsonaro”. A tentativa visava também obter nomes e números da agenda, fotos, vídeos e localização do aparelho, para apurar o grau de envolvimento de Marchesini nas depredações aos Três Poderes.

Em laudo pericial, a PF relatou que o celular foi submetido a um processo de quebra de senha com o software Cellebrite Premium, usado pela corporação para acessar dados de dispositivos protegidos por padrões de bloqueio. A ferramenta gerou um “dicionário” com base nas informações biográficas de Marchesini. Palavras e números foram combinados para gerar possíveis senhas, sem sucesso.

Por conta disso, o policial responsável pela investigação respondeu negativamente a cinco das seis solicitações feitas pelo STF. Só conseguiu identificar o modelo do dispositivo, um Samsung Galaxy A30, com a tela rachada, e afirmou que “foram testadas cerca de 10 milhões de senhas, mas não foi possível desbloquear o aparelho”. Ao fim, o celular foi devolvido junto com o laudo para o setor da PF responsável por executar as determinações da Suprema Corte.

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Renato Marchesini, de 42 anos, foi preso após os ataques do 8 de Janeiro. Cerca de 10 dias depois, entrou na lista dos 464 detidos que conseguiram liberdade provisória por decisão de Moraes. Desde então, usa tornozeleira eletrônica e teve que entregar os passaportes à Justiça, suspender qualquer documento de porte de arma de fogo e se manter afastado de redes sociais e de outros envolvidos nos atos.

Veja os termos que Moraes mandou investigar

No total, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF buscasse 36 termos no celular do “patriota”. São eles: “golpe”, “artigo 142”, “ditadura”, “Forças Armadas”, “militar”, “exército”, “intervenção”, “intervenção militar”, “SOS Forças Armadas”, “impedir a posse”, “manifestação”, “manifestação política”, “acampamento” e “QG do Exército”.

 
 
 
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