Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Um esquema de grilagem de terras públicas no Pará começou a ser desmantelado pela Polícia Federal (PF) com a deflagração da operação Imperium Fictum. Na primeira fase da investigação, realizada na semana passada, nove pessoas foram presas por envolvimento com o grupo criminoso.
Entre os detidos está Debs Antonio, apontado pela PF como o principal articulador da fraude. De acordo com os investigadores, a organização agia de forma estruturada e contava com um plano meticuloso para dar aparência de legalidade aos imóveis grilados.
A PF identificou que o esquema era dividido em seis fases distintas, cada uma com procedimentos específicos e agentes responsáveis. O processo começava com a criação de processos falsos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), utilizando numerações inventadas e fora dos padrões do órgão.
Além disso, os criminosos inseriam dados falsos no Cadastro do Imóvel Rural (Cafir), emitiam escrituras públicas fraudulentas, registravam os documentos em cartórios e realizavam transferências de matrículas para posterior financiamento rural ou venda dos terrenos ilegalmente apropriados.
Para dar continuidade ao plano, o grupo utilizava informações de “laranjas inconscientes” — pessoas cujos dados pessoais eram usados sem autorização ou conhecimento.
Segundo a PF, todo esse aparato era parte de um esforço para criar uma “aura de legalidade” em torno de terras públicas invadidas, facilitando sua inserção no mercado como se fossem propriedades privadas