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Treinamento em primeiros socorros integra ações do Programa Saúde na Escola, que alcança mais de 61 mil estudantes
Se precisasse, você saberia salvar uma vida?
Um engasgo, uma convulsão ou uma queda podem transformar a rotina de uma escola em uma situação de emergência em poucos segundos. Em Porto Velho, 662 servidores da Educação já passaram por capacitação em primeiros socorros para saber como agir nesses momentos até a chegada do atendimento especializado.
O trabalho faz parte das ações desenvolvidas em parceria com o Programa Saúde na Escola (PSE) e foi apresentado nesta quinta-feira (3), durante a cerimônia anual do programa, no Teatro Banzeiros. O encontro também reuniu representantes das unidades de ensino para a entrega de certificados de reconhecimento.
Para o prefeito Léo Moraes, preparar quem está diariamente com os estudantes é uma forma de ampliar a segurança dentro das escolas.
“Quando Saúde e Educação trabalham juntas, a gente consegue tornar o ambiente escolar mais seguro e preparado. Essa capacitação dá aos servidores conhecimento para agir em uma emergência e, principalmente, proteger vidas”, destacou o prefeito.
Entre os participantes estava a professora Mislene Parra, da Escola Municipal Lar da Criança. Na educação desde 1998 e na rede municipal de Porto Velho desde 2023, ela participou pela primeira vez da capacitação.
“É salvar vidas. Em um momento desses, sabendo como agir, você pode ajudar uma criança. Educação, saúde e família têm que trabalhar em conjunto, porque sozinhos a gente não consegue”, destacou Mislene.
Primeiros socorros
Durante a capacitação, os servidores aprendem procedimentos previstos na Lei Lucas (Lei Federal nº 13.722/2018), que estabelece a capacitação em primeiros socorros para profissionais de estabelecimentos de ensino.
Segundo a enfermeira Mara Bastos, coordenadora do projeto Samuzinho, o treinamento aborda situações que podem fazer parte da rotina escolar.
“Eles aprendem manobra de desengasgo, reanimação cardiorrespiratória, como agir em uma convulsão, hemorragia e afogamento. E algo muito importante é saber como acionar o Samu, como pedir ajuda e buscar socorro em momentos de tanta angústia”.
Mara reforça que atitudes simples também fazem diferença enquanto a equipe especializada não chega. Não oferecer alimentos ou bebidas, evitar movimentar a pessoa sem necessidade e controlar um sangramento com compressão estão entre as orientações trabalhadas durante as capacitações.
Saúde na escola
Atualmente, o PSE alcança 61.215 estudantes e contempla 135 escolas, sendo 101 municipais e 34 estaduais, além de nove extensões. As ações são planejadas conjuntamente pelas áreas da Saúde e da Educação.
De acordo com a coordenadora do PSE, Maria Clara Tavares Souza de Sá, o programa desenvolve 14 ações voltadas à promoção da saúde no ambiente escolar, com temas que incluem alimentação saudável, cidadania e direitos humanos, saúde mental, saúde sexual e reprodutiva e vacinação.
“A capacitação é o passo inicial. Esse momento representa o fortalecimento e o reconhecimento do trabalho desenvolvido dentro do programa”, afirmou Maria Clara.
Na cerimônia desta quinta-feira, 15 escolas participantes representaram 451 servidores que já receberam a capacitação.
Além dos primeiros socorros, o trabalho nas escolas inclui ações de imunização. Segundo a gerente de Imunização, Elizeth Gomes, a aproximação entre Saúde, Educação e famílias tem contribuído para ampliar a vacinação de crianças e adolescentes no ambiente escolar.
Se precisar, solicite
Para solicitar ações do projeto Samuzinho, escolas e integrantes da comunidade podem entrar em contato pelo e-mail samuzinhopvh@gmail.com.
Texto: Helen Paiva
Imagens: Hellon Luíz
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