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As pipas, conhecidas na região como "papagaios", embelezam o céu azul de Porto Velho durante as férias, tornando-se a diversão de crianças, adolescentes e até adultos. No entanto, por trás dessa imagem inofensiva, elas escondem um risco fatal. O uso de linhas cortantes, como as banhadas em cerol ou 'chilenas', tem gerado questionamentos e preocupações na capital de Rondônia.

Acidentes graves, incluindo mutilações envolvendo ciclistas e motociclistas, tornam a soltura de pipas um passatempo perigoso quando ultrapassa os limites do respeito. Em Porto Velho, o período de férias já é encarado como um alerta. O prefeito Léo Moraes (Pode) apoia a diversão, mas ressalta a necessidade de responsabilidade.
Em uma campanha publicada em suas redes sociais na terça-feira (14), Moraes destaca que os motociclistas são os mais vulneráveis a acidentes envolvendo linhas com cerol ou chilenas. "Estamos aqui para evitar que isso aconteça. Durante as férias, é comum ver muitas pessoas soltando pipas. O problema é que o uso de linhas cortantes aumenta significativamente o risco de acidentes", explica o prefeito.

Para o prefeito, os motociclistas sempre foram os mais afetados por essa prática. "Pensando nisso, a prefeitura de Porto Velho, em parceria com outros colaboradores, está distribuindo antenas corta-pipa e capacetes. Nosso objetivo é proteger a integridade física dos motociclistas", afirma.
Segundo Moraes, as antenas ajudarão a evitar que as linhas cortantes “corten ou penetrem na pele, causando ferimentos graves ou, em casos extremos, levando à morte. Já os capacetes são um reforço importante para quem utiliza a moto no cotidiano", esclarece o prefeito.

Em 2024, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 402/11, de autoria da ex-deputada Nilda Gondim, que criminaliza e proíbe o uso de linha com cerol em pipas. "O Projeto de Lei 402/11, elaborado por Nilda Gondim, foi aprovado por meio de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Coronel Telhada (PP-SP), que incluiu regras específicas para o uso de linha esportiva em competições, nas quais só poderão participar adultos ou adolescentes com 16 anos ou mais", conforme explica a Agência Câmara de Notícias.