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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Política

Gestão João Campos superfaturou compra de livros em Recife, diz TCE-PE

O TCE-PE (Tribunal de Contas de Pernambuco) apontou superfaturamento de R$ 646,6 mil na compra de livros para professores de Recife, cidade comandada pelo prefeito João Campos (PSB)

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Gestão João Campos superfaturou compra de livros em Recife, diz TCE-PE
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Uma análise do Ministério Público de Contas do TCE-PE revelou que a Prefeitura do Recife contratou kits de material didático para professores a um preço mais de cinco vezes superior ao dos kits destinados aos alunos. Segundo o relatório, os kits para os professores foram adquiridos por R$ 310,94 cada, enquanto o material para os alunos custou R$ 58. Essa diferença de valores levantou suspeitas de superfaturamento, com um valor estimado de R$ 646.615,98 em dano ao erário municipal, considerando o número de 3.317 professores beneficiados.

Os kits de material para professores e alunos são semelhantes, ambos compostos por livros e jogos, com a diferença de que os kits dos professores incluem materiais adicionais voltados para a prática pedagógica. Mesmo assim, a disparidade de preços chamou a atenção dos auditores.

A prefeitura do Recife, por sua vez, negou as acusações de superfaturamento e alegou que houve um erro na comparação dos valores, já que os kits seriam distribuídos para 300 escolas e não apenas para 300 professores, como inicialmente indicado pela auditoria. A gestão também argumentou que a comparação deveria ser feita entre itens semelhantes do mercado, e não entre os kits de alunos e professores.

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O Ministério Público de Contas solicitou a responsabilização do então secretário municipal de Educação, Fred Amâncio, que se demitiu na semana passada, após outras denúncias de irregularidades na contratação de creches. Além disso, o MP de Contas pediu que os secretários-executivos, chefes de Divisão, equipes técnicas e a empresa Mind Lab, contratada para fornecer os kits, também sejam responsabilizados, sugerindo que a companhia pague R$ 1,6 milhão por lucro indevido.

A investigação continua e pode resultar em novas ações contra os envolvidos, com a intenção de assegurar a correta aplicação dos recursos públicos e a responsabilização por possíveis irregularidades na gestão.

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