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Franco Mastantuono, enfim, tem ganhado oportunidades consecutivas no futebol europeu. Após um primeiro ano de altos e baixos no Real Madrid, o jovem argentino foi emprestado à Fiorentina nesta temporada e participou de todos os jogos da Viola.
O ponto alto da passagem iniciada em agosto até aqui é o hat-trick sobre o Venezia, pela quarta rodada da Serie A, vitória de virada por 4 a 2, que o fez se tornar o jogador da Argentina mais novo a marcar três vezes nas cinco grandes ligas europeias. Os dois primeiros gols foram bem à característica do ponta direita: cortou para a canhota e finalizou colocado.
Esse resultado, porém, foi a única vez que a equipe de Florença conseguiu vencer no Campeonato Italiano. A campanha da Fiorentina tem seis derrotas e dois empates, por isso ocupa a beira da zona de rebaixamento.
Mastantuono não voltou a participar de gols, mesmo que se mantenha como o maior protagonista ofensivo do time. Uma das razões está no maior desafio do jovem até aqui na Itália, assumido pelo próprio em entrevista pouco depois de chegar ao país.
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Mastantuono é o cara da Fiorentina, mas ainda peca na execução final
Responsável por um terço dos gols de seu time no campeonato, o atacante de 19 anos carrega a responsabilidade de ser o “dono” do setor ofensivo do time treinado por Paolo Vanoli. É sempre buscado na ponta para uma jogada individual e corresponde: é o líder em duelos no chão vencidos em toda a Serie A (48, junto de dois jogadores) e o terceiro em dribles certos, 18, ao lado de Nico Paz.
— Estou sempre buscando o ataque, partindo para cima dos adversários e demonstrando personalidade — explicou seu perfil ao jornal “Gazzetta dello Sport” em 4 de setembro.
Pela capacidade de vencer duelos individuais, também se coloca a todo momento em condições de finalizar, sendo também o terceiro nessa estatística na liga (33, líder no elenco da Viola), e de dar passes para chutes dos colegas de time (17 ao todo, 17º no campeonato e líder no elenco).
O argentino gera muito jogo ofensivo, é inegável, mas o acabamento das jogadas quase sempre tem sido negativo. Tentou 33 chutes, mas só acertou nove. “Preciso melhorar em muitas coisas, incluindo minha eficácia na frente do gol”, assumiu, também à “Gazzetta”.
Outra característica de seu jogo, o drible, também tem questões que atrapalham a Fiorentina e matam ataques do time. Mastantuono, muitas vezes, vence um duelo individual e, em vez de ceder a bola, tenta outro, o que lhe faz perder a bola.
Sua eficácia em dribles e duelos no chão é abaixo da metade dos tentados (43% e 48%, respectivamente). Entre todos os jogadores da Serie A, é o segundo em perdas de bola, 20. O técnico Vanoli já identificou essa questão, exaltando o jovem como o único capaz de ditar o ritmo do time.
— É um talento que precisa ser colocado a serviço do time e deve melhorar na compreensão de quando ditar o ritmo da equipe. Ele é o único que pode fazer isso. Eu disse a ele que, na Itália, somos bons em perceber quando um jogador quer driblar. Ele precisa melhorar no um contra um e entender que, se sofrer uma marcação dobrada, sempre haverá um companheiro livre. E isso significa jogar em equipe — analisou em 23 de outubro.
Isso, porém, ainda é comum para a idade de Franco Mastantuono. É um processo de maturação natural. Ele ainda se mostra um jovem muito promissor, na mesma medida de quando surgiu no River Plate. Ele não vê muita justiça na cobrança que sofre.
— As pessoas cobram muito de mim. Eu entendo, sei o que esperam de mim. Muitas vezes, são duras comigo, mas tento aproveitar isso. […] Não reclamo das críticas. Sou jogador de futebol e entendo isso. Mas as pessoas falam de coisas que estão fora do meu controle. Eu só faço o meu trabalho e sempre tento fazê-lo bem — disse no começo de outubro ao canal “TyC Sports”.
Mastantuono responde parte dessas críticas no campo e, depois da frustração de ficar fora da Copa do Mundo por conta dos poucos minutos no Real Madrid, fez parte da última convocação da seleção argentina. O atacante, como Nico Paz e outros jovens, será o futuro da Albiceleste em uma nova era sem Lionel Messi e outros experientes.