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Quinta-feira, 03 de Setembro 2026
Policial

Cresce número de crimes cometidos por monitorados com tornozeleira eletrônica

O sistema, criado como alternativa para reduzir a lotação nos presídios, vem apresentando falhas constantes, principalmente com equipamentos desligados ou burlados pelos próprios monitorados

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Cresce número de crimes cometidos por monitorados com tornozeleira eletrônica
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O aumento de crimes praticados por apenados que utilizam tornozeleiras eletrônicas tem gerado preocupação entre os policiais de Vilhena. O sistema, criado como alternativa para reduzir a lotação nos presídios, vem apresentando falhas constantes, principalmente com equipamentos desligados ou burlados pelos próprios monitorados.

Nos últimos meses, tornou-se frequente a prisão de indivíduos usando tornozeleiras, muitas vezes desligadas, que continuam praticando crimes na cidade. Segundo os policiais, mesmo quando o dispositivo está ativo, criminosos utilizam métodos para bloquear o sinal de rastreamento, impedindo que as autoridades acompanhem seus deslocamentos.

Além disso, uma situação recorrente desanima os agentes de segurança. Quando as prisões ocorrem durante a noite, a Polícia Civil não realiza os procedimentos de praxe, como o exame de corpo de delito, e a Colônia Penal se recusa a receber o detido por falta de registro da ocorrência, o que obriga os policiais militares a liberarem o suspeito.

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Um caso recente expôs outro problema: após deter um homem monitorado, a guarnição tentou confirmar com a Colônia Penal a rota permitida ao apenado. No entanto, foi informada de que ninguém no plantão tinha acesso ao sistema de monitoramento, pois a senha estava sob responsabilidade de um único funcionário, que não foi localizado.

Diante desse cenário, cresce a percepção de que o monitoramento eletrônico, além de ineficaz em alguns casos, tem gerado frustração nas forças de segurança que atuam na linha de frente no combate ao crime.

 

FONTE: FOLHA DO SUL

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