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Conflito no Líbano deixa ao menos 30 mil deslocados após escalada militar

Hostilidades entre Israel e Hezbollah se intensificam; ONU alerta para crise humanitária com milhares de pessoas buscando abrigo em escolas e carros.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Conflito no Líbano deixa ao menos 30 mil deslocados após escalada militar
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Pelo menos 30 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas no Líbano desde que os confrontos entre as forças israelenses e o grupo Hezbollah ganharam nova escala nesta semana. O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 3, por agências das Nações Unidas, que monitoram o fluxo de deslocados internos em direção ao norte do país e a abrigos coletivos. A intensificação dos ataques aéreos de Israel em diversas regiões libanesas ocorre em resposta ao disparo de foguetes pelo Hezbollah no último domingo, em um cenário de retaliação direta aos recentes ataques sofridos pelo Irã.

De acordo com o Acnur, agência da ONU para refugiados, a estimativa de 30 mil pessoas registradas em abrigos oficiais é considerada conservadora. O porta-voz da agência, Babar Baloch, relatou que o número real de desabrigados é significativamente maior, uma vez que milhares de famílias permanecem presas em engarrafamentos ou estão dormindo em seus próprios veículos à beira das estradas. O governo libanês abriu 21 abrigos emergenciais até o momento, mas o Programa Mundial de Alimentos (PMA) alerta que a capacidade de acolhimento pode ser superada caso as hostilidades persistam.

A crise humanitária atinge um país que já abriga a maior concentração de refugiados per capita do mundo, com cerca de 1,5 milhão de sírios vivendo entre a população local. O Acnur registrou, inclusive, um movimento inverso de famílias sírias que decidiram retornar à Síria para fugir dos bombardeios atuais no Líbano. A infraestrutura básica libanesa, já fragilizada por crises econômicas anteriores, enfrenta agora o desafio de manter serviços essenciais sob constante ameaça de ataques contra áreas residenciais e redes de comunicação.

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O impacto sobre a população civil, especialmente crianças, foi destacado pelo Unicef, que confirmou a morte de sete menores de idade e 38 feridos desde a segunda-feira. O porta-voz do fundo, Ricardo Pires, ressaltou que áreas densamente povoadas, escolas e infraestruturas críticas estão no caminho dos bombardeios, ampliando o ciclo de danos humanitários. A ONU mantém o apelo pelo fim imediato da violência e pela proteção dos direitos civis, enquanto implementa planos de contingência para um possível influxo migratório ainda maior na região.

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FONTE/CRÉDITOS: Emma Farge e Olivia Le Poidevin - Repórteres da Reuters - 20

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