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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
Justiça

Aprovação de atendimento inclusivo para mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica

Se não houver recurso para deliberação no Plenário da Câmara, proposta poderá ser sancionada pelo presidente

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Aprovação de atendimento inclusivo para mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica
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Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Laura Carneiro: medida evita que barreiras de comunicação inviabilizem as denúncias

O Projeto de Lei 3728/21 foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, com o objetivo de modificar a Lei Maria da Penha, assegurando atendimento acessível a mulheres com deficiência que são vítimas de violência doméstica e familiar.

Originário do Senado, o projeto estabelece que o atendimento deve ser inclusivo, seja ele realizado de forma presencial ou remota, permitindo a utilização da comunicação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), Braille ou outras tecnologias assistivas.

Além disso, a medida garante que o atendimento policial, judicial e pericial também seja acessível, estendendo-se aos serviços da Defensoria Pública e assistência judiciária gratuita.

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A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora na CCJ, apoiou a aprovação da proposta que veio do Senado, argumentando que “tal medida se mostra necessária para garantir a higidez do depoimento da vítima e dos exames periciais, prevenindo que barreiras de comunicação inviabilizem a demonstração da materialidade e autoria delitivas e dificultem a concessão de medidas protetivas de urgência”.

Laura Carneiro enfatizou ainda que “busca-se, ainda, impedir que a ida à delegacia ou ao órgão pericial se converta em uma nova fonte de sofrimento para a mulher agredida, evitando-se a revitimização”.

Convenção Interamericana

A deputada destacou que a proposta está alinhada aos compromissos internacionais que o Brasil assumiu com a aprovação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Próximos passos

A proposta não sofreu alterações durante sua tramitação na Câmara, o que permite que siga para a sanção presidencial, salvo se houver recurso para votação pelo Plenário antes disso.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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